DIREITO PROCESSUAL
Integração de sistemas judiciais e policiais reduz tempo de medidas protetivas no Mato Grosso do Sul
Projeto piloto do Programa Aliança Lilás, do CNJ, permite que trâmites alcancem menos de três horas de resposta na proteção contra a violência de gênero.
A integração de sistemas de comunicação entre o Poder Judiciário e órgãos de Segurança Pública reduziu drasticamente o tempo de resposta na expedição de medidas protetivas de urgência no Mato Grosso do Sul. Com o projeto piloto do Programa Aliança Lilás, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública estadual, o prazo para o atendimento foi reduzido de 48 horas para menos de três horas.
O sistema IntegraJus Mulher, criado a partir dessa articulação, permite a digitalização integral dos procedimentos, desde o registro do boletim de ocorrência até a intimação do agressor. A ferramenta utiliza leitores biométricos e viabiliza um fluxo bidirecional de informações entre delegacias e varas judiciais, incluindo o envio imediato de arquivos fotográficos que auxiliam na análise da gravidade do caso pelo magistrado.
Durante reunião realizada nesta quinta-feira (22/10) para discutir a expansão nacional do Programa Aliança Lilás, foram apresentados resultados que demonstram a efetividade do modelo. Em alguns casos no Mato Grosso do Sul, a citação do agressor ocorreu em até 50 minutos após a expedição da medida. A articulação permitiu ainda que policiais atuassem como oficiais de justiça ad-hoc em regime excepcional, cumprindo mandados em feriados e fins de semana. Desde o ano anterior, foram expedidos cerca de 25,5 mil pedidos digitais em 79 municípios do estado.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) planeja agora a implementação do programa em nível nacional, respeitando as particularidades de cada tribunal. De acordo com a conselheira Jaceguara Dantas, supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres, o processo de adequação será gradativo. O objetivo central é o intercâmbio de dados por meio do painel de monitoramento das medidas protetivas, utilizando informações do Formulário Nacional de Avaliação de Risco Eletrônico (Fonar Eletrônico) e do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP 3.0).
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Fonte / Créditos
Fonte: CNJ, "Violência contra a mulher: integração de sistemas aceleram expedição de medidas protetivas - Portal CNJ", publicada em 22/10/2026.
https://www.cnj.jus.br/violencia-contra-a-mulher-integracao-de-sistemas-aceleram-expedicao-de-medidas-protetivas/
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