Supremo debate futuro das apostas online após proibição
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DIREITO ADMINISTRATIVO

Audiência no Supremo debate futuro das apostas online enquanto tramitação de MP segue no Congresso

Representantes de governo, setor esportivo e acadêmicos discutem os impactos da proibição das apostas após Medida Provisória editada pelo Executivo

Por Redação Lawletter 07/11/2026 18:30
Audiência pública no STF sobre o impacto das bets
Créditos da foto: midia-cdn.nexojornal.com.br

O Supremo Tribunal Federal promoveu, nesta terça-feira (3), uma audiência pública para debater os efeitos da proibição das apostas online de quota fixa no Brasil. O encontro, convocado pelo ministro Luiz Fux, reuniu representantes de órgãos governamentais, entidades esportivas, associações do setor de apostas e especialistas para discutir a Medida Provisória nº 1.394/2026, que extinguiu a operação das bets no país.

A medida, editada em 25 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possui validade temporária e aguarda votação no Congresso Nacional. O Legislativo tem até o dia 4 de março de 2027 para deliberar sobre a manutenção ou rejeição do texto, prazo que coincide com a posse de uma nova legislatura. Caso o Congresso não vote a proposta dentro do período prorrogado pelo recesso, a norma perderá sua vigência.

Durante a audiência, o ministro Luiz Fux defendeu a necessidade de enfrentar a ludopatia como uma questão de saúde pública. De outro lado, representantes de clubes de futebol e da Confederação Brasileira de Futebol manifestaram preocupação com a perda de receitas de patrocínio e possíveis riscos à integridade esportiva. Entidades de classe do setor de apostas sustentaram a inconstitucionalidade da proibição, alegando que o mercado operava de forma recreativa e que o banimento estimularia a migração para plataformas clandestinas.

O cenário judicial sobre o tema segue instável. Nesta sexta-feira (6), o presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Johonsom Di Salvo, suspendeu uma decisão liminar que permitia o retorno de três empresas de apostas. A liminar anterior, deferida pela desembargadora Adriana Pileggi, considerava que a proibição sem indenização configurava um confisco de direitos. O caso levou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a solicitar ao Supremo que centralize a análise de todas as ações judiciais que tratam do tema, visando evitar decisões contraditórias em diferentes instâncias.

A discussão no Supremo também abarca o questionamento da constitucionalidade da Lei nº 13.756/2018 e da regulação de 2023. Tanto a Advocacia-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República argumentam que a legislação atual é insuficiente para proteger direitos fundamentais dos consumidores frente ao caráter predatório das apostas virtuais.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: Nexo Jornal, "Como se desenha o debate sobre o futuro das bets após a eleição", publicada em 07/11/2026.
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/11/07/bets-stf-jogo-de-apostas-esportes-proibicao

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