Justiça suspende empresa por venda de remédios falsos
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Justiça suspende atividades de empresa investigada por venda de medicamentos oncológicos falsos em SP

Operação Laziosi apura esquema de comercialização de remédios sem princípio ativo e produtos de carga roubada que seguiu em funcionamento mesmo após interdição sanitária

Por Redação Lawletter 05/11/2026 11:27
Medicamentos falsificados apreendidos em operação do Gaeco de Ribeirão Preto e da Polícia Civil
Créditos da foto: s2-g1.glbimg.com

A Justiça determinou a suspensão total das atividades da Nacionalfarma, empresa investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto (SP) por envolvimento em um esquema de venda de medicamentos oncológicos falsificados. A medida integra a segunda fase da operação Laziosi, deflagrada nesta quinta-feira (5), que visa desarticular a comercialização de produtos sem eficácia terapêutica e itens provenientes de roubo de carga.

As investigações revelaram que a distribuidora, sediada em Araraquara (SP), manteve suas operações mesmo após a primeira fase da ação, realizada em novembro de 2024, quando a Vigilância Sanitária interditou produtos no local. De acordo com o Ministério Público, a empresa continuou a venda de medicamentos sem princípio ativo a unidades hospitalares e procedeu com a troca de ampolas por lotes roubados, incluindo uma carga subtraída em novembro de 2024, em Uberaba (MG).

Conforme o Gaeco, exames laboratoriais confirmaram a falsificação e a ausência de componentes ativos nos produtos apreendidos. Relatórios do Ministério Público indicam que nove unidades do imunoterápico nivolumabe foram comercializadas irregularmente após o início das apurações; uma delas chegou a ser administrada em um paciente, enquanto as demais foram recolhidas. A Vigilância Sanitária de Araraquara reportou que, em março de 2025, a empresa permanecia em atividade e apresentava resistência a fiscalizações, comportamento reiterado em diligências realizadas no mês passado.

Dados do Gaeco apontam que, entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora emitiu notas fiscais que totalizaram mais de R$ 1,5 milhão em vendas do referido imunoterápico para clientes em sete estados. A estrutura operacional da empresa, segundo as autoridades, estava integrada a uma rede de estabelecimentos que não possuíam funcionamento real nos endereços declarados.

Nesta segunda etapa da operação, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens dos investigados e de empresas associadas, além do cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em diversas cidades paulistas, incluindo a capital, Araraquara, Matão, Marília, Agudos e Mirassol. Ao todo, sete empresas tiveram suas atividades suspensas pelo Poder Judiciário.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "Mesmo sob investigação da Polícia e do Ministério Público, empresa seguiu vendendo remédios falsos contra o câncer em SP", publicada em 05/11/2026.
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/11/05/mesmo-sob-investigacao-distribuidora-seguiu-vendendo-remedios-falsos-contra-o-cancer-em-sp.ghtml

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