Investigação do MPSP sobre Montezum do Hopi Hari segue em curso
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SEGURANÇA EM PARQUES

Investigação do MPSP sobre a Montezum do Hopi Hari segue em curso

Ministério Público apura lesões graves em visitantes na montanha-russa. Famílias relatam interrupção de suporte após acidentes traumáticos.

Por Redação Lawletter 21/09/2026 14:25
Estrutura da montanha-russa Montezum no parque Hopi Hari.
A Montezum, localizada no Hopi Hari, é alvo de perícia do Ministério Público após incidentes graves com visitantes.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) mantém em curso uma investigação sobre a Montezum, a maior montanha-russa de madeira da América Latina, localizada no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP). A apuração foi iniciada após a visitante Júlia Bossoni, de 21 anos, sofrer traumatismo cranioencefálico e perder movimentos corporais após utilizar a atração, conforme relatado nesta segunda-feira (21).

A estrutura, que possui 42,4 metros de altura e extensão de 1.030 metros, tem sido alvo de questionamentos sobre a segurança de seus passageiros. O caso de Júlia, ocorrido em abril de 2026, culminou em uma internação de 57 dias e sequelas neurológicas. A família da jovem alega que o suporte financeiro oferecido pelo parque foi cessado após a alta hospitalar, dificultando a continuidade do tratamento especializado necessário para sua recuperação.

Relatos de traumas semelhantes remontam a anos anteriores, incluindo episódios de lesões cervicais graves em outros visitantes, como os casos de Nathalia Assenjo Motta, em 2018, e de um outro frequentador em 2014, que desenvolveu tetraplegia. O histórico levanta debates sobre os riscos inerentes a equipamentos de alta intensidade e a eficácia das medidas preventivas adotadas.

Em sua defesa, o Hopi Hari ressalta que a Montezum possui certificação internacional do grupo TÜV NORD e segue rigorosamente a norma ABNT NBR 15926-2023. A administração atual do parque sustenta que um parecer recente do Ministério Público concluiu não haver risco coletivo ou falha sistêmica na estrutura. O parque enfatiza que realiza manutenções diárias, semanais e anuais, e que as eventuais queixas de desconforto muscular são proporcionais ao grande volume de visitantes, que superou 470 mil pessoas na atração desde janeiro de 2026.

A investigação do MPSP, que solicitou perícia técnica no local, busca determinar se houve negligência ou se o equipamento oferece riscos que superam os padrões de segurança exigidos para atividades desta natureza. Até o momento, o Hopi Hari afirma estar à disposição das autoridades e das famílias para os esclarecimentos necessários.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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