Moraes contesta investigação de Mendonça no STF em 15/09/2026
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DECISÃO NO SUPREMO

Moraes classifica como inconstitucional investigação conduzida por Mendonça

Em manifestação enviada ao STF em 15 de setembro de 2026, ministro nega irregularidades e aponta direcionamento em apuração sobre o Banco Master.

Por Redação Lawletter 15/09/2026 10:36
Foto de Alexandre de Moraes, ministro do STF.
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a existência de qualquer irregularidade em sua atuação profissional ao rebater relatórios produzidos no âmbito das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em documento enviado ao ministro Edson Fachin nesta terça-feira, 15/09/2026, Moraes classificou o material produzido por André Mendonça como inconstitucional e ilegal, defendendo a integridade de sua trajetória e de seus familiares.

O posicionamento de Moraes surge horas antes de uma reunião deliberativa na Corte, marcada para esta terça-feira, 15/09/2026, na qual os demais ministros deverão decidir sobre a viabilidade de investigar o magistrado por sua suposta relação com o ex-banqueiro. No relatório de 44 páginas, Moraes refuta categoricamente as acusações, classificando os diálogos citados como fantasiosos e sem qualquer base probatória documental.

Conforme aponta o ministro, das 52 notas encontradas no aparelho celular do investigado — apreendido em operação policial —, 47 não apresentam correspondência com as conversas de WhatsApp interceptadas oficialmente. Para o magistrado, o sigilo imposto ao procedimento e a ausência de fundamentação judicial assinada revelam um direcionamento indevido da investigação conduzida por André Mendonça.

Ao tratar de alegações sobre contratos celebrados entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, Moraes afirmou nunca ter atuado em causas ligadas a Daniel Vorcaro. O ministro ressaltou que sua esposa e filhos exercem a advocacia com plena autonomia, respeitando a ética e a legislação vigente, e não devem ser responsabilizados por vínculos profissionais que buscam atingir sua imagem pública.

No encerramento da manifestação, Moraes associou a condução da investigação a uma tentativa de vingança com contornos político-eleitorais, vinculando o episódio ao julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, que condenou figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, a tentativa de ruptura democrática mudou apenas seu modus operandi, mas reiterou que o STF permanece firme contra ataques às instituições.

Redação Lawletter
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