INTERFERÊNCIA EXTERNA SUSPEITA
Lula pede que TSE investigue suspensão de serviços da Embaixada dos EUA
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva aponta risco ao pleito e articulação política; Polícia Federal não encontrou elementos que confirmem ameaças diplomáticas.
A campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira, 02/10/2026, que a interrupção dos serviços consulares presenciais dos Estados Unidos no Brasil seja incorporada às investigações da Corte sobre possível interferência externa no processo democrático. A medida, tomada pelo governo de Donald Trump a apenas dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, foi classificada pela coligação como um fator de instabilidade capaz de afetar a percepção de segurança dos cidadãos durante o pleito.
No documento protocolado junto ao TSE, a coligação aponta a existência de uma suposta articulação diplomática e institucional que envolveria os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro. O texto cita ainda um alerta enviado por senadores norte-americanos, como Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch, ao secretário de Estado Marco Rubio, questionando se o governo Trump se comprometerá a reconhecer o resultado oficial das urnas brasileiras neste domingo, 04/10/2026.
A decisão da Embaixada dos EUA, comunicada na noite de quinta-feira, 01/10/2026, justificou a suspensão por questões de segurança não detalhadas, o que afetou unidades em Brasília, Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Em resposta, a Polícia Federal (PF) realizou diligências em São Paulo (SP) e no Entorno do Distrito Federal (DF) para apurar ameaças contra instalações diplomáticas. Até o momento, a corporação não identificou elementos concretos que corroborem os riscos apontados pela representação diplomática norte-americana.
O impacto da decisão ultrapassou a fronteira norte-americana, gerando um efeito cascata em outras nações. A Austrália também encerrou atividades na capital federal, enquanto Reino Unido e Canadá emitiram alertas de viagem aos seus cidadãos, recomendando cautela diante da possibilidade de manifestações políticas durante o período eleitoral. As investigações da Polícia Federal permanecem em curso para analisar os materiais apreendidos e esclarecer a origem do episódio que tensiona o clima na véspera do primeiro turno.
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