Justiça Federal bloqueia R$ 500 milhões do tráfico
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JUSTIÇA E SEGURANÇA

Justiça Federal bloqueia R$ 500 milhões em patrimônio de grupo ligado ao tráfico internacional

Operação Ifrit investiga organização criminosa suspeita de integrar facções e corromper agentes públicos para desviar entorpecentes apreendidos pelas forças de segurança

Por Redação Lawletter 04/11/2026 13:06
Patrimônio apreendido na Operação Ifrit
Créditos da foto: s2-g1.glbimg.com

A Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4), resultou no sequestro de um patrimônio avaliado em mais de R$ 500 milhões de uma organização criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas e armas. Segundo a investigação, o grupo mantinha vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), contando com a participação de agentes públicos para viabilizar suas atividades.

A Justiça Federal de Campo Grande autorizou o bloqueio de até R$ 300 milhões em contas bancárias de 170 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de aproximadamente 160 imóveis, incluindo mansões e apartamentos de alto padrão , seis fazendas que somam mais de 5 mil hectares, mais de 150 veículos, lanchas e cavalos de raça. Durante as buscas, foram apreendidos dinheiro em espécie, armas, munições e um relógio Rolex.

Conforme o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Cotta Dangelo, a família que liderava a organização operava há mais de uma década na fronteira, utilizando o Paraguai, Bolívia e Peru para o fornecimento de ilícitos que eram enviados para o restante do Brasil, além de Espanha e Portugal. A movimentação financeira do grupo nos últimos dois anos superou R$ 500 milhões, utilizando doleiros e empresas de fachada para dissimular a origem dos valores.

A investigação aponta que a organização criminosa possuía acesso a drogas apreendidas por forças de segurança do Estado, que eram desviadas e recolocadas no mercado. Policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal de Mato Grosso, são investigados por fornecer informações sigilosas e facilitar o acesso a esse material ilícito. O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar e do Garras, está entre os alvos; ele é suspeito de desviar cerca de duas toneladas de cocaína e obter cerca de R$ 15 milhões com o esquema. O policial civil Douglas Tobias também foi alvo da operação.

Ao todo, foram expedidos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de medidas de monitoramento e o afastamento de três policiais civis. O grupo é investigado ainda por práticas de tortura, cárcere privado, sequestro e homicídios para o controle de territórios na fronteira.

A defesa do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa afirmou ser prematuro comentar as acusações, uma vez que não teve acesso integral ao processo ou às novas provas. O advogado de Douglas Tobias, Luiz Renê, declarou que o cliente está à disposição para esclarecimentos e que a defesa aguarda acesso aos autos para se manifestar.

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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "PF sequestra haras, fazendas, carros de luxo e mansões de meio bilhão de grupo suspeito de tráfico internacional", publicada em 04/11/2026.
https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/11/04/pf-sequestra-haras-fazendas-carros-de-luxo-e-mansoes-de-meio-bilhao-de-grupo-suspeito-de-trafico-internacional.ghtml

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