Investigados no caso Master pedem ao STF revisão de prisões
Lawletter

CRISE NO JUDICIÁRIO

Investigados no caso Master pedem ao STF revisão de prisões após impasse

Defesas alegam demora na análise de recursos e questionam a paralisação dos processos após decisão do presidente da Corte, Edson Fachin.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 07:56
Edifício-sede do STF durante o dia.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.

Cinco investigados no caso Master solicitaram ao STF a análise imediata de recursos contra suas prisões preventivas, motivados pelo impasse administrativo que trava a tramitação dos processos. A medida, protocolada nesta quarta-feira, 23/09/2026, busca destravar a prestação jurisdicional e garantir a revisão da custódia dos réus, que apontam violação aos prazos legais de manutenção da prisão.

Entre os peticionantes estão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, seu pai Henrique Moura Vorcaro, seu primo Felipe Cançado Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e o advogado Daniel Lopes Monteiro. As defesas argumentam que a suspensão determinada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, após este assumir o procedimento sobre Alexandre de Moraes e retirar processos de relatoria de André Mendonça, criou uma paralisia prejudicial aos direitos individuais.

A crise institucional se agravou após a sessão extraordinária de 15 de setembro, onde o STF iniciou o debate sobre a unificação das investigações. O julgamento encontra-se suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Enquanto a Corte não define a competência sobre os casos do Master e as fraudes no INSS, os investigados permanecem sob regime de prisão preventiva sem a devida revisão periódica, obrigatória a cada 90 dias.

No caso de Daniel Vorcaro, preso há mais de seis meses, a defesa sustenta que o prazo para revisão venceu no fim de agosto. Similarmente, Felipe Cançado Vorcaro e Daniel Lopes Monteiro relatam que recursos pendentes aguardam apreciação há meses, incluindo pleitos por prisão domiciliar fundamentados em razões de saúde e humanitárias. A situação de Daniel Lopes Monteiro, vinculado às investigações sobre pagamentos ao então presidente do BRB, Paulo Costa, ilustra a preocupação das defesas com o risco de excesso de prazo na custódia cautelar.

Fachin retirou da pauta de 23 de setembro o julgamento que trataria da atuação de Mendonça, mantendo a indefinição jurídica. Até o momento, não há decisão definitiva ou nova data para que o plenário resolva o impasse, deixando os recursos dos investigados sem relator definido ou análise prevista.

Redação Lawletter
Redação Lawletter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000