Gladson Cameli é alvo da Operação Ptolomeu IV por desvios de recursos
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INVESTIGAÇÃO NO ACRE

Gladson Cameli é alvo da Operação Ptolomeu IV por desvios e lavagem de dinheiro

Polícia Federal e CGU cumprem 28 mandados contra esquema de corrupção e espionagem contra agentes da lei em quatro estados brasileiros.

Por Redação Lawletter 22/09/2026 17:14
Equipes da Polícia Federal em diligência durante a Operação Ptolomeu IV.
A Operação Ptolomeu IV busca desarticular esquema de desvios e lavagem de dinheiro no Acre.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 22/09/2026, a Operação Ptolomeu IV, mirando Gladson Cameli, ex-governador do Acre e candidato ao Senado pelo Progressistas, sob suspeita de desvio de verba pública e lavagem de dinheiro. A medida judicial, que impacta diretamente a administração pública local, busca esclarecer o uso de recursos em contratos estaduais, reforçando a necessidade de transparência e zelo pelo patrimônio da União.

A ofensiva policial abrange o condomínio Recanto Verde, onde reside Gladson Cameli, e cumpre 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul (Acre), além de Maringá (PR) e Navegantes (SC). As diligências, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), contam com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

O inquérito da Operação Ptolomeu IV revela que contratos para a construção da sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) teriam sofrido superfaturamento de R$ 1,2 milhão. Auditorias indicam que o montante foi pago por serviços jamais executados, com suspeitas de que o capital tenha sido desviado para quitar despesas pessoais e oferecer vantagens ilícitas a agentes públicos.

Em paralelo, a Operação Umbra revelou uma estrutura de contrainteligência montada para espionar a Polícia Federal. O esquema visava antecipar operações e frustrar decisões judiciais, contando, inclusive, com a possível colaboração de um agente da Polícia Federal e de um ex-servidor terceirizado no vazamento de dados estratégicos.

Como resultado imediato das ações, foi determinado o sequestro de bens e valores para ressarcimento ao erário, além do afastamento de funções públicas e restrições de deslocamento para os investigados. Os envolvidos, que tiveram cerca de R$ 1 milhão apreendidos em espécie, deverão entregar seus passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre no prazo de 24 horas.

Redação Lawletter
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