FORTALECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES
Ex-ministros e sociedade civil publicam manifesto em apoio a Fachin
Carta defende medidas do presidente do STF para apurar crises internas e propõe reformas estruturais urgentes na Corte.
Um grupo de ex-ministros, economistas, empresários e representantes da sociedade civil manifestou, nesta segunda-feira, 14/09/2026, apoio público ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A iniciativa, formalizada em uma carta, busca respaldar as recentes decisões do magistrado na tentativa de preservar a autoridade da Corte diante da instabilidade institucional vivida nas últimas semanas.
Os signatários sustentam que a apuração rigorosa e imparcial de acusações que atingiram o tribunal é indispensável para a preservação da democracia. Entre os nomes que assinam o documento, estão figuras como Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr, José Eduardo Cardozo, Pérsio Árida e o jornalista Eugênio Bucci. Eles ressaltam que o fortalecimento das instituições passa pela responsabilização daqueles que possam ter violado a dignidade de seus cargos.
O manifesto também aponta a necessidade de reformas institucionais urgentes. O objetivo é garantir a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse entre ministros e ampliar o controle social sobre o Supremo Tribunal Federal. Para os autores, o STF não deve permitir que sua jurisdição seja capturada por interesses pessoais ou econômicos.
A crise interna no tribunal ganhou tração após a revelação de conversas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Em um desdobramento direto, Moraes incluiu o ministro André Mendonça no inquérito das Fake News, sob alegações de improbidade administrativa. Em resposta a esse cenário de tensões, Edson Fachin determinou a remoção de Alexandre de Moraes da relatoria do referido inquérito.
O calendário do tribunal prevê uma sessão plenária extraordinária para o dia 15 de setembro de 2026, com o propósito de avaliar a abertura de uma investigação sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Adicionalmente, o plenário deve analisar, em 23 de setembro de 2026, o pedido de investigação contra André Mendonça, procedimento que, segundo Edson Fachin, ainda segue em fase de instrução.
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