BATALHA JUDICIAL RECURSAL
Defesa de Milton Leite recorre ao STJ por liberdade após prisão temporária
Pedido de habeas corpus busca revogar a prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, citando comorbidades e questionando a autoria dos fatos investigados.
A defesa de Milton Leite protocolou, nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, um pedido de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando reverter a prisão temporária decretada contra o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. A petição busca, em caráter liminar, a soltura imediata do investigado sob o argumento de ausência de conduta individualizada e fragilidade nas provas apresentadas até o momento.
A restrição de liberdade de Milton Leite foi determinada originalmente em 4 de setembro de 2026 pelo desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do TJSP. O magistrado acolheu representação do Ministério Público de São Paulo em meio às diligências da Operação Vectura Corrupta, que investiga supostos vínculos de agentes públicos com o PCC no setor de transportes da capital.
Após se apresentar voluntariamente às autoridades em 18 de setembro de 2026, na delegacia de Mogi das Cruzes, Milton Leite permanece sob custódia estatal. O recurso ao STJ é o passo estratégico para tentar invalidar a ordem de prisão, utilizando como base legal o Código de Processo Penal e apresentando relatório médico que pleiteia, subsidiariamente, a conversão para prisão domiciliar humanitária.
A Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro de 2026, estende seus alcances a figuras como Levi dos Santos Oliveira e Danilo Marco Morgado Silva. A Polícia Civil concentra esforços em desarticular um esquema que perpassa desde o financiamento de campanhas eleitorais até a influência indevida em licitações, mirando também a denominada 'Sintonia dos Gravatas'.
Em declarações públicas, Milton Leite reiterou sua inocência e manifestou disposição em colaborar com o processo para esclarecer as suspeitas. A família, através de manifestação de Alexandre Leite em 19 de setembro de 2026, classificou a medida como injusta e reforçou a confiança na atuação dos advogados para o desfecho da demanda jurídica.
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