TJSP mantém condenação do Hopi Hari após acidente com adolescente
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JUSTIÇA E SEGURANÇA

TJSP mantém condenação do Hopi Hari após lesão grave em atração

Parque terá de pagar indenizações por danos morais e estéticos a jovem que perdeu um rim durante a Noite do Terror.

Por Redação Lawletter 22/09/2026 12:37
Entrada principal do parque Hopi Hari durante o dia.
Fachada do parque Hopi Hari, em São Paulo.

A 31ª Câmara de Direito Privado do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) rejeitou, em 21 de setembro de 2026, os embargos de declaração apresentados pelo Hopi Hari, mantendo a condenação do parque em um processo indenizatório movido por uma jovem que perdeu um rim após um acidente nas dependências do estabelecimento. A medida reafirma a responsabilidade civil da empresa pelos eventos ocorridos durante suas atividades de entretenimento.

O episódio, ocorrido durante o evento "Noite do Terror", transformou uma excursão escolar em um trauma permanente para a adolescente. Enquanto percorria a atração "Casa dos Monstros", a jovem foi surpreendida por um ator caracterizado, o que gerou um cenário de pânico e correria. Em meio ao tumulto, ela sofreu uma queda que resultou em trauma renal severo, culminando na nefrectomia — a retirada total do rim direito — conforme atestado por perícia médica que confirmou o nexo causal entre o evento e a lesão.

A decisão judicial, confirmada pelo desembargador Paulo Ayrosa, negou os argumentos da defesa, que alegava omissões e contradições no acórdão anterior, citando o artigo 1.022 do Código de Processo Civil. O Tribunal manteve a obrigação do pagamento de R$ 50 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos, este último motivado pela cicatriz cirúrgica de 17 centímetros decorrente do procedimento.

Em nota, o Hopi Hari contestou a decisão e afirmou que a perícia judicial teria isentado o parque de responsabilidade, atribuindo o incidente ao descumprimento de regras pela vítima. O departamento jurídico do parque confirmou que pretende recorrer da decisão, uma vez que o processo ainda admite novas etapas recursais. A apuração foi realizada sob supervisão de Carolina Figueiredo.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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