TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões de Paulo Henrique Costa e ex-gestores do
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CASO MASTER SOB INVESTIGAÇÃO

TCDF bloqueia R$ 2,7 bilhões de Paulo Henrique Costa e ex-gestores do BRB

Decisão unânime da Corte alcança cinco ex-dirigentes por operações com o Banco Master. Medida cautelar visa assegurar o ressarcimento de possíveis danos ao banco público.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 18:16
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, alvo de investigação do TCDF.
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio cautelar de R$ 2,7 bilhões de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e de quatro ex-gestores da instituição. A medida, tomada em sessão reservada realizada nesta quarta-feira, 23/09/2026, visa resguardar o patrimônio público diante de indícios de graves irregularidades na condução de negócios com o Banco Master.

A decisão unânime da Corte de Contas, apurada pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, atinge também Dario Oswaldo Garcia Júnior (ex-diretor de Finanças e Controladoria), Robério Cesar Bonfim Mangueira (ex-superintendente de Operações Financeiras), Wily da Silva Leão (ex-integrante da Superintendência de Operações Financeiras) e Marcelo Talarico (ex-presidente do Conselho de Administração do BRB). O bloqueio de bens tem vigência inicial de um ano.

A investigação tem origem em um relatório independente elaborado pela Machado Meyer e Kroll, que aponta falhas estruturais de governança e assunção temerária de riscos na gestão do BRB. Conforme o documento, 83% do volume financeiro movimentado pelo banco em 2024 e 2025 estava relacionado a ativos do conglomerado Banco Master. O Ministério Público de Contas identificou, ainda, o fracionamento deliberado de operações para evitar a supervisão do conselho deliberativo.

O processo foi convertido em Tomada de Contas Especial (TCE) para viabilizar a reparação de danos. Além dos nomes citados, o TCDF avalia a extensão da medida cautelar para outros ex-integrantes da cúpula do banco, incluindo João Pedro Leite Nunes, Luana de Andrade Ribeiro, Ananda Nunes Frota e Jacques Maurício Veloso Melo, caso confirmados os nexos causais entre suas condutas e as perdas financeiras.

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