Renan Santos aciona TSE por interferência estrangeira nas eleições
Lawletter

ELEIÇÕES E TECNOLOGIA

Renan Santos aciona TSE por suposta interferência estrangeira nas eleições

O partido Missão protocolou representação contra o senador Flávio Bolsonaro por impulsionamento pago de posts vindos de perfis norte-americanos no X.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 15:27
Renan Santos em entrevista ao Metrópoles falando sobre a ação no TSE.
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, durante entrevista ao Metrópoles.

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) formalizou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar a suposta interferência estrangeira no pleito brasileiro. A iniciativa, oficializada nesta quarta-feira, 23/09/2026, busca responsabilizar o senador Flávio Bolsonaro (PL) pela disseminação e impulsionamento pago de conteúdos eleitorais realizados por perfis internacionais.

A denúncia baseia-se em reportagem do Metrópoles, que identificou contas registradas no exterior utilizando a rede social X, antigo Twitter, para promover a candidatura do senador. O processo foi distribuído ao ministro André Mendonça, que atua como juiz auxiliar da propaganda eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral.

A campanha de Renan Santos sustenta que perfis estrangeiros como Visegrád24, Matt Gaetz, Geiger Capital, Eric Daugherty e UHN Plus veicularam, entre os dias 20 e 21 de setembro de 2026, publicações marcadas como parcerias pagas direcionadas a eleitores brasileiros. Para o candidato do Missão, a conduta extrapola os limites da legislação, configurando tanto a interferência externa quanto a omissão de gastos na contabilidade oficial de campanha.

Além dos perfis citados, o partido solicitou ao TSE que determine ao X Brasil Internet Ltda. a remoção imediata dos conteúdos. A ação também requer o bloqueio, em território nacional, de anúncios da Polymarket, plataforma de apostas que permite o comércio de previsões sobre o resultado das eleições presidenciais.

O pedido de liminar destaca que o impulsionamento irregular já alcançou centenas de milhares de usuários. Caso a representação seja acatada, o partido solicita a aplicação de multas que variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, podendo ser dobradas conforme o valor investido na publicidade. A estratégia jurídica pretende frear a exposição indevida do eleitorado até a data de 25 de outubro de 2026.

Redação Lawletter
Redação Lawletter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000