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JUSTIÇA E CAMPUS

Promotores reabrem investigação de estupro coletivo na Universidade Cornell

Após novas alegações, a promotoria retomou o caso envolvendo a fraternidade Chi Phi. A universidade nega negligência, enquanto o debate sobre segurança estudantil se intensifica.

Por Redação Lawletter 29/09/2026 10:05
Fachada da fraternidade Chi Phi na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York.
Fachada da fraternidade Chi Phi na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York.

A Promotoria de Justiça dos Estados Unidos retomou uma investigação sobre um suposto estupro coletivo ocorrido na prestigiada Universidade Cornell, conforme decisão oficial comunicada nesta terça-feira, 29/09/2026. A medida foi motivada por novas alegações apresentadas em uma ação civil, que levantam questionamentos sobre a condução anterior do caso e a resposta institucional da faculdade diante de denúncias de abuso sexual.

Em 2024, a vítima teria sido drogada com cetamina, agredida e estuprada por sete membros da fraternidade Chi Phi. Embora a instituição tenha, na época, fechado a fraternidade e aplicado suspensões, a decisão recente de investigar criminalmente os envolvidos reflete uma mudança de postura do sistema judiciário em relação ao acolhimento de relatos que exigem longo tempo de processamento emocional.

O promotor do distrito do condado de Tompkins, Van Houten, reconheceu a complexidade psicológica enfrentada por vítimas de agressão sexual, justificando a reabertura do inquérito diante dos novos fatos. Anteriormente, o órgão havia decidido não processar o caso por considerar que o depoimento inicial não estabelecia, de forma absoluta, a falta de consentimento.

A Universidade Cornell, integrante da Ivy League, negou as acusações de leniência contidas na ação civil, especificamente a alegação de que teria oferecido a substituição de penas por redações de reparação. Kyle Kimball, vice-presidente de relações universitárias, reforçou que a instituição colabora com a nova fase da investigação, enquanto a suposta vítima busca reparação por graves transtornos emocionais e psicológicos sofridos.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional, contando com manifestações públicas de figuras como Florence Pugh e Alexandria Ocasio-Cortez, que demandam maior rigor no tratamento de crimes sexuais no ambiente acadêmico.

Redação Lawletter
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