Prefeitura de SP investiga vazamento de dados do Smart Sampa
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SEGURANÇA PÚBLICA

Prefeitura de São Paulo investiga novo vazamento de dados de 17 mil câmeras do Smart Sampa

Falha expôs imagens de locais privados, incluindo residências de autoridades, e marca a segunda investigação sobre o sistema municipal de monitoramento em menos de um mês.

Por Redação Lawletter 03/11/2026 15:59
Central de monitoramento de câmeras do programa Smart Sampa em São Paulo
Créditos da foto G1

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira (3) a abertura de uma nova investigação sobre uma falha no sigilo de dados que teria exposto informações de 17 mil câmeras integradas ao programa de monitoramento Smart Sampa. Este é o segundo procedimento instaurado pela administração municipal para apurar vulnerabilidades no sistema em menos de um mês.

Conforme noticiado pelo portal UOL, a falha permitiu, por um período de cinco dias, o acesso a imagens de câmeras instaladas em áreas privadas, tais como condomínios e residências de figuras públicas. Entre os locais citados pela reportagem estão imóveis ligados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e aos ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana classificou o envio da planilha com links de câmeras de empresas parceiras ao veículo de comunicação como um ato criminoso de vazamento de dados sigilosos. A administração do prefeito Ricardo Nunes negou que as informações estivessem disponíveis para acesso público na internet. Segundo a prefeitura, o arquivo tratava-se de uma planilha produzida pela Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam) durante uma análise de cibersegurança realizada a pedido do Executivo.

A gestão municipal afirmou que as 17 mil câmeras mencionadas estavam hospedadas no servidor da empresa Monuv, responsável pelo armazenamento de equipamentos de empresas de vigilância parceiras. A Secretaria de Segurança Urbana destacou que a infraestrutura tecnológica e a segurança desses equipamentos privados permanecem sob responsabilidade das próprias empresas, ressaltando que a integração ao sistema municipal não transfere ao Poder Público o controle dessas estruturas.

Em outubro, a Prefeitura de São Paulo já havia iniciado outra investigação após o vazamento de dados que expôs senhas de acesso a cerca de 58 mil câmeras da plataforma. Naquela ocasião, a administração municipal atribuiu a responsabilidade a um servidor, que foi afastado do cargo e submetido a apuração pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana, negando a existência de uma falha técnica no sistema.

Após as denúncias, a prefeitura informou ter reforçado os mecanismos de proteção do Smart Sampa, implementando senhas exclusivas e autenticação em dois fatores. A administração declarou que o programa, que conta com monitoramento 24 horas por dia e utiliza inteligência artificial, segue operando regularmente e sob fiscalização do Tribunal de Contas do Município (TCM).

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "Prefeitura de SP abre nova investigação sobre vazamento de dados sigilosos de 17 mil câmeras do Smart Sampa", publicada em 03/11/2026.
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/11/03/prefeitura-de-sp-abre-nova-investigacao-sobre-vazamento-de-dados-sigilosos-de-17-mil-cameras-do-smart-sampa.ghtml

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