SEGURANÇA E JUSTIÇA
Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de invasão bancária e venda de dados
Operação Verifact mira organização especializada em extrair informações de clientes dos bancos Safra e Santander para uso em golpes
A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (28), mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo e em Minas Gerais contra investigados por integrarem uma associação criminosa especializada na invasão de sistemas informáticos, furto e comercialização de dados bancários. Segundo as autoridades, as informações subtraídas eram utilizadas posteriormente para a prática de golpes em falsas centrais telefônicas.
Durante a ação, um dos suspeitos foi preso em flagrante em sua residência, no Parque Anhanguera, Zona Leste da capital paulista. De acordo com o delegado Maicon Richard de Moraes, da 2ª Delegacia sobre Fraudes contra Comércio Eletrônico por Meios Eletrônicos (2ª DCCIBER), o homem foi surpreendido enquanto operava uma ferramenta de ataque contra uma instituição financeira. No local, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos contendo cerca de 10 terabytes de dados, incluindo registros de sistemas públicos.
A investigação, batizada de Operação Verifact, teve origem a partir de um alerta emitido pelo banco Safra ao Santander, após a identificação de acessos automatizados suspeitos entre fevereiro e março de 2026. A partir da análise dos padrões de investida, os setores de cibersegurança das instituições financeiras acionaram a Polícia Civil. O segundo suspeito, localizado em Minas Gerais, era considerado foragido até a última atualização dos fatos.
Conforme os investigadores, a quadrilha utilizava a técnica de enumeração de APIs para enviar milhares de consultas aos sistemas bancários, alternando endereços IP para contornar bloqueios de segurança. O objetivo era extrair informações sensíveis de correntistas, como saldo, renda, número de agência e conta, e dados de gerentes. Os softwares maliciosos eram comercializados via WhatsApp, Telegram e deep web por valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil, com pagamentos realizados via PIX.
Durante uma operação controlada de inteligência, policiais simularam a compra de uma dessas ferramentas para confirmar a autoria dos crimes, identificando a chave PIX vinculada a Ivan Wallace Mendes Pereira. Já em relação a João Pedro Frota da Silva, os registros apontaram vínculos com o codinome "JohnGrimm" e endereços em Ribeirão Preto. Além dos scripts de consulta, o grupo também é investigado pela venda de um malware capaz de simular cartões de crédito em máquinas de pagamento por aproximação.
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Fonte / Créditos
Fonte: G1, "Polícia Civil cumpre mandados em SP e MG contra suspeitos de invasão a bancos e venda de dados de clientes", publicada em 28/10/2026.
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/10/28/policia-civil-cumpre-mandados-em-sp-e-mg-contra-suspeitos-de-invasao-a-bancos-e-venda-de-dados-de-clientes.ghtml
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