STF suspende julgamento sobre união de petições do caso Master
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JULGAMENTO NO SUPREMO

Pedido de vista suspende debate sobre julgamento conjunto de processos do caso Master no STF

Ministro Flávio Dino interrompeu análise sobre a possível união das Petições 16662 e 16704; mérito das investigações ainda não foi avaliado pelo Plenário.

Por Redação Lawletter 16/09/2026 12:23
Plenário do STF reunido para análise de questão de ordem sobre o caso Master.
Sessão Plenária do STF, onde ministros debatem o destino das Petições do caso Master.

O julgamento sobre a união de processos que apuram possíveis irregularidades envolvendo magistrados no caso Master foi interrompido nesta quarta-feira, 16/09/2026, por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A discussão, realizada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), focava em uma questão de ordem que propõe o julgamento conjunto das Petições (Pet) 16662 e 16704, sem que o mérito das investigações tenha sido apreciado.

A Pet 16662, encaminhada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pelo ministro André Mendonça, deriva de um relatório da Polícia Federal que menciona diálogos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Em resposta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a nulidade do documento.

Em paralelo, a Pet 16704 analisa um relatório de inteligência da PF que levanta suspeitas sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução dos processos relacionados ao banco. A questão de ordem, sugerida pelo ministro Flávio Dino e apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, pleiteia a tramitação unificada dos feitos, a designação de um novo relator e a identificação de magistrados que possuam vínculos com o caso.

Durante a sessão, o ministro Nunes Marques declarou-se impedido de participar, mencionando o impacto da decisão no cenário eleitoral a 19 dias do primeiro turno das eleições. O ministro Dias Toffoli também se afastou, declarando suspeição por foro íntimo.

Atualmente, o Plenário encontra-se dividido. O ministro Edson Fachin, acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e André Mendonça, defende a manutenção das relatorias separadas e a competência institucional da Presidência da Corte. Em contrapartida, os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin apoiam a unificação, argumentando por um rito que garanta isonomia e maior transparência jurídica ao processo.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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