Denúncia questiona audiência de homicídio em Balsas (MA)
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Tribunal do Júri

Denúncia aponta audiência sem juiz e cancelamento de júri em Balsas

Relato questiona a condução de processo de homicídio no Maranhão; ata consultada registra participação do magistrado e do Ministério Público.

Tribunal do Júri genérico / plenário vazio
Créditos da imagem: Magnific

Uma denúncia encaminhada à Lawletter afirma que uma audiência de instrução de um processo de homicídio da 4ª Vara de Balsas, no Maranhão, ocorreu sem a participação efetiva do juiz responsável. Segundo o relato, a irregularidade teria levado ao cancelamento do Tribunal do Júri marcado para 1º de setembro de 2026 e à anulação dos atos processuais a partir da instrução.

O ponto central da denúncia é a suposta divergência entre a realização da audiência e seu registro oficial. A fonte afirma que servidores conduziam os atos sem a presença efetiva do magistrado, embora os termos registrassem sua atuação.

A ata de 28 de maio de 2024, examinada pela reportagem, registra que o juiz leu a denúncia, ouviu testemunhas e determinou a continuidade da instrução em outra data. O documento também aponta a presença do representante do Ministério Público e atribui a ele a dispensa de uma testemunha, sem oposição da defesa.

O termo foi assinado eletronicamente pelo magistrado em 4 de junho daquele ano e contém referências às gravações dos depoimentos. Os vídeos não foram examinados pela reportagem.

No e-mail, a fonte reproduz um trecho que atribui à ata da sessão de setembro. Segundo essa transcrição, o representante do Ministério Público que atuaria no júri pediu o cancelamento porque a instrução havia sido realizada “sem a presença de Juiz togado”.

O mesmo trecho informa que a defesa era favorável à realização do julgamento, por entender que não havia prejuízo. O juiz que presidiria a sessão teria acolhido o pedido do Ministério Público, anulado os atos a partir da audiência de instrução e determinado o prosseguimento do processo.

A íntegra da decisão mencionada não foi localizada nos arquivos disponibilizados à Lawletter. Assim, o cancelamento e seu fundamento permanecem como informações atribuídas à fonte, ainda sem confirmação independente.

Os documentos consultados confirmam a existência do processo, a realização de atos de instrução em 2024 e a designação do júri para setembro. Não permitem, isoladamente, concluir que houve ausência das autoridades, falsidade nos registros ou atuação deliberada para encobrir irregularidades.

Redação Lawletter
Redação Lawletter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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