Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro em sessão no STF
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Paulo Gonet nega qualquer vínculo pessoal com Daniel Vorcaro

O procurador-geral da República esclareceu sua relação com o ex-banqueiro após citação em mensagens da Polícia Federal durante sessão no STF.

Por Redação Lawletter 16/09/2026 12:23
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, discursa durante sessão no Supremo Tribunal Federal.
Ministro Paulo Gonet durante sessão no Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou a existência de qualquer relação de proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nesta quarta-feira, 16/09/2026. A manifestação ocorreu durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), em um momento crucial para o esclarecimento de controvérsias que envolvem citações ao seu nome em investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

Durante a sessão, Paulo Gonet afirmou categoricamente que não mantém relacionamento com Daniel Vorcaro. Segundo o procurador-geral, o único contato direto que teve com o ex-banqueiro ocorreu em abril de 2024, em uma agenda pública acompanhada por diversas autoridades. Ele descreveu qualquer outra suposta ligação como sendo meramente protocolar e intermediada por profissionais do direito.

O esclarecimento foi apresentado no contexto de um julgamento sobre a possível abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes, também citado em decorrência de relações com Daniel Vorcaro. O nome de Paulo Gonet surgiu em conversas extraídas de um aparelho celular apreendido pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga crimes de fraude financeira e corrupção.

Embora o material divulgado pelo ministro André Mendonça contenha referências ao procurador-geral, os relatórios da Polícia Federal indicam que Paulo Gonet é citado apenas em diálogos entre terceiros, sem evidências de trocas diretas com o ex-banqueiro. Em uma das mensagens, datada de 15 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro questiona a possibilidade de reverter o avanço de investigações, mencionando o nome de Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os investigadores reforçam, contudo, que não há provas de atuação ou interferência por parte de Paulo Gonet nos processos.

O julgamento, que abordava a condução das apurações por parte do ministro André Mendonça, foi interrompido após o ministro Flávio Dino solicitar vista. Até o momento, o plenário do STF, composto também pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e o próprio André Mendonça, não estabeleceu uma nova data para a retomada das análises.

Redação Lawletter
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