MWA: 36 anos de advocacia empresarial e expansão nacional
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ADVOCACIA EMPRESARIAL

MWA: 36 anos de advocacia empresarial e a estratégia para transformar tradição em crescimento nacional

Com uma trajetória iniciada em 1990, escritório aposta na proximidade com empresas, tecnologia e inteligência artificial para avançar de uma atuação regional para uma presença nacional

MWA: 36 anos de advocacia empresarial e a estratégia para transformar tradição em crescimento nacional
Sócios, da esquerda para direita Wilson Gondim, Mário Roberto e Almeida Neto

Em um mercado jurídico cada vez mais competitivo, no qual conhecimento técnico deixou de ser um diferencial suficiente, escritórios de advocacia empresarial são pressionados a entregar algo que vai além da solução de problemas: precisam compreender o negócio, antecipar riscos e participar das decisões que definem o futuro de seus clientes. 

É nesse movimento que o MWA estrutura sua próxima fase. 

Com uma trajetória de 36 anos no mercado, o escritório atravessou diferentes ciclos da advocacia empresarial brasileira e chega a um novo momento combinando uma característica construída ao longo de décadas: a proximidade com seus clientes com investimentos em tecnologia, inteligência artificial e uma visão de expansão nacional. 

A configuração societária atual é mais recente e nasceu da união de três escritórios. Mas, segundo o sócio fundador Mário Roberto Pereira de Araújo, a história da organização não começa com essa mudança. O escritório atua desde 1990 e a reorganização societária representa uma nova configuração de uma estrutura que já possui uma trajetória consolidada no mercado. 

Da advocacia reativa à posição de parceiro estratégico 

A mudança no comportamento das empresas é, para Mário, uma das principais transformações experimentadas pela advocacia empresarial nas últimas décadas. 

Se antes era comum que o advogado fosse procurado apenas quando um problema já havia surgido, hoje o cliente empresarial passou a esperar uma relação muito mais próxima. 

Dessa forma, a expectativa é encontrar no escritório jurídico um parceiro capaz de compreender a operação, conhecer o mercado em que a companhia está inserida e contribuir para decisões antes que o problema apareça. 

“As empresas hoje buscam parceria”, afirma o advogado. Para ele, o escritório precisa estar próximo do empresário, compartilhar suas preocupações, entender o mercado e apresentar soluções preventivas. 

Essa lógica ajuda a explicar a própria estrutura de atuação do MWA. A banca trabalha predominantemente com pessoas jurídicas e oferece uma cobertura ampla das demandas empresariais, reunindo áreas como civil, trabalhista, societária, tributária e licitações. 

Mais do que reunir diferentes especialidades, a proposta é fazer com que elas funcionem dentro de uma visão integrada da empresa. 

Na prática, isso significa que o advogado deixa de ser acionado apenas para responder à pergunta “como resolver esse problema?” e passa a participar de uma pergunta anterior: “como evitar que esse problema aconteça?” 

O advogado cada vez mais próximo da mesa de decisões 

Essa transformação também muda a posição do jurídico dentro das organizações. 

Para o advogado, a atuação do escritório precisa estar próxima da gestão. Isso envolve acompanhar mudanças legislativas, participar de reuniões, visitar clientes e conhecer cada vez mais profundamente suas operações. 

O objetivo é fazer com que a assessoria jurídica seja construída a partir da realidade empresarial, e não apenas da interpretação abstrata da legislação. 

“Nós procuramos estar próximos deles”, explica. A atuação inclui levar informações sobre mudanças legislativas e estar disponível para reuniões e visitas, justamente para ampliar a compreensão sobre o negócio e qualificar a assessoria prestada. 

Essa proximidade se torna ainda mais relevante em um cenário no qual o próprio empresário chega ao escritório mais informado. 

A internet mudou a dinâmica da relação entre cliente e advogado. Hoje, antes mesmo de uma reunião, o empresário pode pesquisar legislação, decisões judiciais e discussões relacionadas ao seu problema. 

O cliente, portanto, já não chega necessariamente para descobrir o que está acontecendo. Muitas vezes, chega para testar, aprofundar e discutir aquilo que já pesquisou

Para o advogado empresarial, isso eleva a exigência de preparo. 

Inteligência artificial como divisor de águas 

Se a internet modificou a relação entre advogado e cliente, a inteligência artificial promete alterar ainda mais profundamente a própria estrutura da advocacia. 

Mário é direto ao avaliar esse processo: a IA não necessariamente substituirá o advogado, mas poderá substituir aqueles que não souberem incorporá-la à sua rotina profissional. 

Para ele, a tecnologia já está produzindo ganhos de eficiência e será cada vez mais determinante na atuação jurídica empresarial. 

“Acredito que o advogado que não tiver a inteligência artificial como um aliado vai sair do mercado”, afirma. 

No MWA, essa transformação já deixou de ser uma discussão sobre futuro. 

O escritório vem realizando investimentos expressivos em inteligência artificial e tecnologia, tanto na capacitação da equipe quanto na aquisição de softwares e disponibilização de ferramentas. 

O movimento é tão relevante que, segundo o advogado, os investimentos nessas soluções já representam a maior linha de despesas do escritório atualmente. 

A estratégia revela uma compreensão importante sobre a transformação digital da advocacia: a tecnologia não é vista apenas como ferramenta para acelerar tarefas, mas como parte da infraestrutura necessária para tornar o escritório mais eficiente e escalável. 

Quando o desafio deixa de ser preço e passa a ser valor 

A transformação tecnológica também traz uma consequência econômica para a advocacia. 

À medida que ferramentas se tornam mais acessíveis e tarefas tradicionalmente associadas ao trabalho jurídico passam a ser automatizadas, a discussão sobre honorários tende a ganhar uma nova dimensão. 

Para Mário, o advogado precisará demonstrar cada vez mais o valor efetivamente entregue ao cliente. 

“Você vai ter que conseguir mostrar para o cliente o valor que você está trazendo para ele, não simplesmente determinar um preço”, afirma. 

É uma mudança que desloca a competição entre escritórios. 

Se o conhecimento técnico pode ser encontrado com mais facilidade e parte do trabalho pode ser potencializada pela tecnologia, o diferencial passa a estar na capacidade de interpretar cenários, compreender negócios, construir confiança e transformar conhecimento em decisões melhores. 

O ativo que a tecnologia não substitui 

Apesar da aposta em inteligência artificial, existe um elemento que Araújo coloca no centro da advocacia: confiança. 

Para quem está começando uma carreira na advocacia empresarial, ele aponta dois fundamentos que considera indispensáveis: ética profissional e preparo técnico. 

Em um ambiente no qual informação e conhecimento estão mais acessíveis, o relacionamento passa a ter peso ainda maior. 

O advogado precisa compreender que não entrega apenas um serviço técnico. Entrega confiança. 

“O cliente busca no advogado alguém em quem possa confiar para resolver seus problemas” resume. 

É justamente nesse ponto que tradição e inovação se encontram na estratégia do MWA. 

A tecnologia pode aumentar a eficiência, ampliar capacidade e aproximar o escritório de clientes em diferentes regiões. Mas a relação construída entre advogado e empresa continua dependendo de algo que não pode ser automatizado: credibilidade. 

Uma nova etapa para uma história de 36 anos 

Em tempos em que o mercado jurídico discute constantemente inovação, inteligência artificial, eficiência e transformação digital, a trajetória do MWA evidencia uma questão menos óbvia: modernizar não significa necessariamente romper com o passado. 

Pode significar utilizar a experiência acumulada como base para construir uma nova forma de atuação. 

A atual configuração societária representa uma mudança importante na estrutura do escritório, mas não apaga uma história iniciada em 1990. Ao contrário, é justamente essa longevidade que Mário considera importante preservar na narrativa da banca. 

São 36 anos de mercado, agora acompanhados por uma nova agenda de crescimento, tecnologia e expansão. 

Nesse cenário, o futuro do MWA parece estar menos relacionado à ideia tradicional de simplesmente aumentar de tamanho e mais à capacidade de escalar aquilo que construiu sua reputação ao longo de três décadas e meia

A tecnologia pode levar o escritório a novos territórios. A inteligência artificial pode ampliar sua eficiência. A especialização pode fortalecer sua atuação empresarial. 

Mas, existe um fundamento que permanece. 

No futuro da advocacia, assim como na história construída até aqui, conhecimento, tecnologia e estratégia só ganham verdadeiro valor quando acompanhados de confiança. 

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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