Polícia Civil mira facção que expulsou 250 famílias em Bayeux, PB
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COMBATE AO CRIME

Polícia Civil mira facção que expulsou 250 famílias de bairros em Bayeux

Operação Feudo cumpre mandados contra grupo criminoso acusado de saquear imóveis e praticar extorsão na Região Metropolitana de João Pessoa.

Por Redação Lawletter 22/09/2026 13:38
Agentes da Polícia Civil em operação contra facção criminosa em Bayeux.
Operação Feudo busca recuperar imóveis tomados por criminosos em Bayeux.

A Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa responsável pela expulsão de 250 famílias de suas residências em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, em ação deflagrada nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. A medida, que visa restaurar a dignidade e a segurança de moradores dos bairros Mutirão e Mário Andreazza, ocorreu após denúncias de vítimas que tiveram suas vidas devastadas pelo avanço do crime organizado.

Nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, foram cumpridos 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. Até o momento, 17 suspeitos foram detidos. Entre os alvos de busca e apreensão está a secretária de Ação Social de Bayeux, Ivoneide de Araújo, e um ex-secretário municipal, cujos nomes surgiram em depoimentos de moradores que relataram a violência sofrida. A apuração conduzida pelo delegado Alexandre Fernandes reforça que as investigações seguem rigorosamente as provas colhidas, independentemente de cargos públicos.

A Prefeitura Municipal de Bayeux emitiu nota oficial declarando confiar nas instituições e ressaltando a necessidade de respeito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo investigativo.

Segundo as autoridades, o grupo criminoso atuava de forma predatória: após forçar a saída dos moradores, os suspeitos saqueavam ou comercializavam os bens deixados nas casas. Além da apropriação ilegal de imóveis, a investigação aponta crimes de agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O objetivo central da Operação Feudo é desmantelar essa estrutura financeira e devolver a posse das moradias às famílias afetadas.

A força-tarefa é conduzida pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da 4ª Delegacia Seccional (4ª DSPC), da UNINTELPOL e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

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