PGR defende quebra de sigilo em processo sobre pagamentos de Vorcaro
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TRANSPARÊNCIA NO SUPREMO

PGR defende retirada de sigilo em processo sobre pagamentos de Vorcaro

Manifestação da Procuradoria-Geral da República ocorre em meio a crise na Corte sobre supostas mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes

Por Redação Lawletter 14/09/2026 13:47
Edifício sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da retirada do sigilo sobre um processo que investiga a rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, conforme parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 14/09/2026. A medida, solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, é considerada essencial pelo órgão para garantir a transparência e a compreensão plena dos fatos que envolvem o debate jurídico na Corte.

O documento, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho, ressalta a necessidade de publicidade para que seja possível avaliar a totalidade dos elementos contidos na petição. A manifestação ocorreu em resposta a um ofício endereçado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável por intermediar a questão antes de uma decisão definitiva sobre o acesso aos autos.

A controvérsia ganha contornos de urgência devido ao julgamento previsto para esta terça-feira, 15 de setembro de 2026. Na data, o plenário do STF deve deliberar sobre a abertura de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, baseada em relatório da Polícia Federal (PF) que aponta mensagens enviadas por Daniel Vorcaro entre 2023 e 17 de novembro de 2025.

O material, recuperado de um celular apreendido, indica uma suposta troca de informações sobre contratos milionários com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de questionamentos sobre operações policiais. O caso ganhou visibilidade após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de 53 linhas de investigação da Operação Compliance Zero, desencadeando um embate institucional no Supremo.

Em defesa, Alexandre de Moraes questionou a lisura das apurações conduzidas sob a relatoria de André Mendonça, apresentando um relatório de inteligência — cuja validade probatória foi contestada — sob a alegação de direcionamento político. O impasse sobre a abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade e outros crimes de responsabilidade segue com julgamento agendado para o dia 23 de setembro de 2026.

Redação Lawletter
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