MPCE denuncia 13 pessoas por pirataria em plataformas de streaming
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COMBATE À PIRATARIA

MPCE denuncia grupo por operar plataformas clandestinas de streaming

Ministério Público aponta esquema de lavagem de dinheiro e violação de direitos autorais através das plataformas DezPila, Tyflex e Onlyflix.

Por Redação Lawletter 14/09/2026 20:50
Dispositivos eletrônicos e máquinas de mineração apreendidos em operação contra pirataria.
Equipamentos de mineração de criptomoedas apreendidos pelo Gaeco durante a operação Endpoint.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Ceará (MPCE), formalizou nesta segunda-feira, 14/09/2026, a denúncia contra 13 pessoas suspeitas de gerir uma rede de plataformas de streaming clandestinas. A decisão visa responsabilizar o grupo por crimes de pirataria de conteúdo audiovisual e lavagem de dinheiro, práticas que prejudicam não apenas a indústria cultural, mas comprometem a segurança financeira do mercado digital.

Conforme apurado na operação Endpoint, iniciada em 11 de novembro de 2025, os acusados operavam as marcas DezPila, Tyflex e Onlyflix. Os serviços, que ofereciam acesso não autorizado a filmes e programação televisiva, possuíam planos de assinatura que variavam entre R$ 10 e R$ 90. A estrutura criminosa utilizava sites, redes sociais e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, para atrair usuários e processar pagamentos através de gateways especializados.

A investigação revelou uma divisão de tarefas complexa, envolvendo núcleos de programação e marketing, além de sofisticado aparato de suporte financeiro. Para dissimular a origem ilícita dos lucros, o grupo recorria a empresas de fachada, laranjas e movimentações em criptoativos. O uso de máquinas de mineração de criptomoedas foi identificado como uma estratégia deliberada para dificultar o rastreamento do capital pela justiça.

A operação Endpoint, deflagrada em 11 de novembro de 2025, cumpriu mandados de prisão e busca em Fortaleza, além de localidades em Alagoas e Santa Catarina. Entre os itens apreendidos pelas autoridades, destacam-se 217 máquinas de mineração, carteiras físicas de criptomoedas e cerca de R$ 50 mil em espécie. Com a apresentação da denúncia, o processo penal segue agora para apreciação judicial, onde os acusados poderão exercer o direito ao contraditório antes de uma sentença definitiva.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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