ADVOCACIA PÚBLICA
Não há previsão de concurso para a PGE-SP, diz procuradora-geral Inês Coimbra
Em evento da Lawletter, a procuradora-geral do Estado de São Paulo afirmou não ter previsão para um novo concurso, citou o ano eleitoral e a recente posse de 200 procuradores, e defendeu uma advocacia pública mais diversa e multidisciplinar.
Não há previsão para a abertura de um novo concurso da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP). A informação foi dada pela procuradora-geral do Estado, Inês dos Santos Coimbra, durante evento on-line promovido pela Lawletter sobre o futuro da advocacia pública, que reuniu centenas de participantes de diferentes estados.
Questionada diretamente sobre a existência de previsão para o próximo concurso da PGE-SP, a procuradora-geral foi objetiva. "Não", respondeu. Em seguida, explicou o contexto. "
A gente está no ano de eleição, eu não faço a menor ideia. Acabamos de dar posse para 200 novos procuradores. A minha ideia é que a gente não demore tanto, mas eu não tenho previsão".
Inês Coimbra - Procuradora-Geral do Estado de São Paulo
Um apelo por mais mulheres na carreira
Ao falar sobre a entrada na Procuradoria, Inês Coimbra fez um apelo direto às mulheres interessadas na advocacia pública.
"Gostaria muito que todas as meninas, especialmente, viessem. A gente está precisando de mais força feminina na advocacia pública. Mulheres, venham".
Inês Coimbra - Procuradora-Geral do Estado de São Paulo
Ao longo da conversa, reforçou que as portas da instituição estão abertas a quem pretende seguir a carreira, e disse esperar inspirar quem acompanhava o evento a prestar o concurso quando ele for aberto.
A trajetória na Procuradoria
Procuradora de carreira e mestre em Direito do Estado pela PUC-SP, Inês Coimbra relatou que a escolha pela Procuradoria uniu decisão e circunstância. Mineira de nascimento e formada em Vitória (ES), contou que se mudou para São Paulo em busca de uma virada de vida, num momento em que precisava resolver questões práticas.
"Foi um pouco de escolha e um pouco de destino, para ser sincera"
Inês Coimbra - Procuradora-Geral do Estado de São Paulo
Ela recordou ainda que, à época de seu ingresso, a Procuradoria paulista também era responsável pela assistência judiciária hoje prestada pela Defensoria Pública, a última do país a ser instituída como carreira independente. Segundo a procuradora-geral, a Procuradoria prestava, então, um serviço de grande valor social à população.
Uma crítica ao modelo de concurso
Em outro momento do debate, Inês Coimbra defendeu uma formação jurídica mais ampla e fez uma avaliação crítica sobre o modelo tradicional de seleção, que, em sua visão, nem sempre mede as competências mais importantes para o trabalho do procurador. Para ela, habilidades essenciais no dia a dia da advocacia pública muitas vezes não são cobradas nas provas.
A procuradora-geral defendeu que o Direito dialogue com outras áreas do conhecimento para dar conta de problemas cada vez mais complexos.
"A gente precisa abrir um pouco o nosso mundo, nos desencastelar um pouco, sair um pouco da posição de arrogância que o direito nos coloca e entender que a solução para problemas complexos passa por multisaberes"
Inês Coimbra - Procuradora-Geral do Estado de São Paulo
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