PF prende Márcio Canella em fase da Operação Unha e Carne
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INVESTIGAÇÃO

PF prende Márcio Canella em nova fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro

Deputado eleito é apontado como articulador de esquema de lavagem de dinheiro em rede de postos que teria movimentado R$ 7,6 bilhões

Por Redação Lawletter 15/10/2026 15:35
Documentos manuscritos apreendidos pela Polícia Federal com anotações sobre repasses financeiros.
Créditos da foto: admin.cnnbrasil.com.br

O deputado eleito Márcio Canella (União Brasil) foi preso nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro. O grupo é investigado por utilizar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para movimentar cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Segundo a investigação, Canella atuava como patrono político e articulador do esquema, funcionando como o elo entre o núcleo econômico responsável pelos postos, agentes públicos e estruturas de poder. A suspeita é de que ele viabilizava indicações políticas e intermediava a liberação de emendas de comissão para o município de Belford Roxo, onde já exerceu o cargo de prefeito.

A Polícia Federal sustenta que manuscritos e anotações financeiras apreendidos em fases anteriores da operação, localizados nas residências de investigados como José Carlos Alves de Souza Júnior e Luisi Corrêa Pinho, indicam repasses contínuos de lucros ilícitos ao deputado eleito. Documentos citariam nominalmente o Posto Jardim Ubá e o Auto Posto LP Francis em esquemas de rateio de valores. Adicionalmente, as autoridades apontam movimentações financeiras sem origem declarada, incluindo a transferência de R$ 1,4 milhão da empresa Brumar, da qual Canella é sócio, para o político entre maio de 2025 e abril de 2026.

A operação, integrada à Força-Tarefa Missão Redentor II, cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em diversos municípios fluminenses. Entre os outros alvos estão o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Vinicius Amim Fernandes, e figuras apontadas como controladoras de redes de postos utilizadas para ocultar bens. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas, das quais 96 são postos de combustíveis.

Em julho, Canella chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma, mas foi colocado em liberdade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sob medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil afirmou que apoia a operação e não compactua com desvios. A defesa de Marcus Amim informou que aguarda acesso aos autos para se manifestar. Já os advogados de Giovanni e Christiano Gaspar Fernandes declararam que ambos foram surpreendidos pela prisão e também não tiveram acesso ao conteúdo da decisão judicial. A defesa dos demais citados não foi localizada.

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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: CNN Brasil, "Manuscritos indicam repasses de postos de combustíveis para Canella; veja", publicada em 15/10/2026.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/manuscritos-indicam-repasses-de-postos-de-combustiveis-para-canella-veja/

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