PF aponta Ricardo Abrão como operador de esquema de compra de votos
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INVESTIGAÇÃO SOBRE CORRUPÇÃO

PF aponta que Ricardo Abrão operou comitê clandestino em Nilópolis

Deputado federal é investigado por fornecer suporte financeiro a esquema de compra de votos; parlamentar nega irregularidades e cita registro no TRE.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 08:00
Imagem ilustrativa do local investigado pela Polícia Federal como comitê clandestino.
Fachada do imóvel identificado pela Polícia Federal como suposto comitê clandestino em Nilópolis.

A Polícia Federal identificou a existência de um suposto comitê clandestino de campanha em Nilópolis, apontando o deputado federal Ricardo Abrão (PSDB) como figura central no financiamento de um esquema de compra de votos para beneficiar o prefeito Abrãozinho nas eleições de 2024. A decisão pela investigação e pelas diligências contra o parlamentar, que assumiu o mandato de Chiquinho Brazão, baseou-se em provas colhidas pela Delegacia de Defesa Institucional (Delinst) e pela Coordenadoria de Inquéritos (Cinq), evidenciando a necessidade de apurar a integridade do processo democrático na região.

Nesta quarta-feira, 23/09/2026, o caso ganha relevância pública diante das evidências de que o local, identificado pelos investigadores como "QG", teria sido utilizado para o pagamento de cabos eleitorais e eleitores em espécie. A estrutura das diligências, autorizada pelo ministro Flávio Dino, aponta que o deputado teria atuado como provedor de liquidez para a manutenção das atividades ilícitas, conforme registros em mensagens extraídas de celulares apreendidos durante a ação policial que resultou na prisão de 24 pessoas em 2024.

Durante as diligências no imóvel, que não ostentava identificação oficial, os agentes interceptaram pessoas portando mochilas com valores vultosos em dinheiro vivo, além de cadernos contendo listas de votantes e anotações de pagamentos. A investigação aponta que um dos telefones utilizados pelo grupo seria vinculado a uma empresa da qual Ricardo Abrão é sócio, reforçando as suspeitas sobre a origem dos recursos.

Em nota oficial enviada à reportagem, a assessoria do deputado Ricardo Abrão refutou as acusações, classificando-as como infundadas e estranhando o momento da divulgação, que ocorre às vésperas de um pleito eleitoral. O parlamentar sustenta que o imóvel funcionava como comitê oficial de campanha, devidamente registrado no CNPJ e no TRE, e reitera seu compromisso com a legalidade, colocando-se à disposição das instâncias competentes para prestar os esclarecimentos necessários.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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