Criminosos planejavam morte de delegados no PI com R$ 1 milhão
Lawletter

SEGURANÇA PÚBLICA NACIONAL

Organização criminosa investe R$ 1 milhão para executar delegados no PI

Investigação aponta que grupo planejava atentados contra Charles Pessoa e Ayslan Magalhães após prejuízos causados por ações policiais.

Por Redação Lawletter 28/09/2026 10:07
Equipes da Polícia Civil do Piauí em operação contra organização criminosa.
Ação policial busca desarticular núcleo de organização criminosa após plano de ataque contra autoridades.

Uma organização criminosa foi alvo de uma operação deflagrada nesta segunda-feira, 28/09/2026, com o objetivo de desarticular um plano de execução contra os delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo destinou cerca de R$ 1 milhão para financiar o crime, valor que seria utilizado para contratar executores de outros estados, além da aquisição de armamento, veículos e suporte logístico.

A trama, que ganhou contornos internacionais com diligências na Bolívia e no Uruguai e a cooperação da Interpol, foi motivada por prejuízos milionários sofridos pelo tráfico de drogas no Norte do Piauí. Entre as ações que desencadearam a represália, destaca-se a apreensão de uma tonelada de entorpecentes em Bom Princípio do Piauí, onde a carga estava enterrada em recipientes em uma propriedade rural.

A investigação detalhou que os suspeitos monitoravam a rotina de Charles Pessoa, vigiando horários de academia e deslocamentos para eventos públicos. Um dos atentados esteve prestes a ocorrer na quinta-feira, 24/09/2026, durante um ato político no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina. A ação foi frustrada graças à inteligência policial, que identificou a ameaça e interveio preventivamente no local.

O esquema contava com uma estrutura hierarquizada. Entre os alvos, A.A.S., o Pavão, é apontado como integrante da liderança. Já J.V.C., o Meia-Noite, seria o coordenador operacional, responsável por articular executores vindos de Fortaleza (CE). A apuração também envolve C.N.F., o Barba, A.D.P.N., conhecido como Fantasmão, e A.L.F.S., o André da Ilha, todos articulados em uma rede que mantinha a comunicação ativa mesmo a partir de integrantes já encarcerados.

Redação Lawletter
Redação Lawletter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000