Operação Sonar: MPF e PF investigam esquema de corrupção no Pará
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COMBATE AO CRIME

Operação Sonar desarticula esquema de corrupção e desvio de verbas no Pará

Esquema envolvia propina para liberação de pagamentos em empresa pública federal. Justiça bloqueou R$ 17 milhões e afastou servidores envolvidos.

Por Redação Lawletter 22/09/2026 17:24
Agentes da Polícia Federal em ação durante investigação de crimes financeiros.
Equipes da Polícia Federal realizaram buscas em Belém e Ananindeua durante a Operação Sonar.

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) desarticularam um esquema de corrupção e desvio de verbas públicas em uma empresa federal com sede em Belém, em decisão oficializada em 15 de setembro de 2026. A Operação Sonar foi deflagrada após investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) constatarem fraudes em contratos e exigência de propina, práticas que impactam diretamente a integridade da administração pública e a destinação correta dos recursos que deveriam servir à sociedade.

O caso teve início a partir de denúncias enviadas à CGU pela plataforma Fala.BR. As investigações revelaram que servidores da estatal retinham pagamentos de faturas por serviços já prestados, condicionando a liberação dos valores ao recebimento de propina em espécie. Além disso, o grupo forjava situações de emergência para contratar empresas específicas sem a necessidade de licitação, utilizando laranjas e negócios de fachada para dissimular a origem do dinheiro.

A Justiça Federal no Pará determinou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em Belém e Ananindeua, resultando na prisão em flagrante de um investigado por lavagem de dinheiro, após a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie. Para garantir a recuperação do patrimônio desviado, foi autorizado o bloqueio de R$ 17 milhões em bens dos envolvidos, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de 35 pessoas e empresas.

Como medida cautelar administrativa, 12 servidores tiveram seus afastamentos determinados pela Justiça e estão proibidos de acessar sistemas da estatal ou manter contato com fornecedores e outros investigados. A decisão é passível de recursos pelas defesas, enquanto o material apreendido — que inclui computadores e mídias — passará por perícia técnica detalhada conduzida pelos órgãos competentes nesta terça-feira, 22/09/2026.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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