Operação Mata Atlântica em Pé autua desmatamento na Paraíba
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COMBATE AO DESMATAMENTO

Operação Mata Atlântica em Pé autua desmatamento e aplica multas na Paraíba

Fiscalização integrada aplicou mais de R$ 2 milhões em multas após detectar 230 hectares degradados em quatro municípios do estado.

Por Redação LawLetter 31/08/2026 13:00
Operação Mata Atlântica em Pé autua desmatamento e aplica multas na Paraíba
Fonte: Magnific

A Operação Mata Atlântica em Pé resultou na autuação de mais de 230 hectares de desmatamento ilegal em quatro municípios da Paraíba, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira, 31/08/2026. A ação, que ocorreu entre 17 e 27 de agosto de 2026, foi consolidada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em conjunto com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para coibir danos ao bioma e assegurar a estabilidade climática regional.

Os danos foram identificados por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta, e verificados presencialmente em São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Ao todo, foram lavrados 15 autos de infração que somam R$ 2.026.828,80 em multas, além de embargos administrativos que impedem novas intervenções nas áreas degradadas até que a reparação integral seja cumprida.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MPPB, Cláudia Cabral, reforça que o impacto da degradação vai além das multas. "A recuperação de cada hectare é vital para a biodiversidade e para o bem-estar do povo paraibano, garantindo que os serviços ecossistêmicos não sejam perdidos permanentemente", destaca a promotora.

A nível nacional, a iniciativa é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. Em 17 estados, a operação fiscalizou mais de 8 mil hectares, superando a marca de R$ 100 milhões em multas aplicadas.

Os infratores autuados estão sujeitos a sanções cíveis e criminais, além de bloqueios em acessos a créditos rurais e restrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O uso de inteligência geoespacial e drones permitiu agilidade na resposta estatal, consolidando um modelo de fiscalização que combina precisão tecnológica com o rigor da lei na proteção do patrimônio natural.

Redação LawLetter
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