MPSP denuncia falsos médicos após mortes de pacientes em SP
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CRIME CONTRA VIDA

MPSP denuncia falsos médicos por mortes em hospital de SP

Dupla utilizou identidades de profissionais habilitados para atuar em unidade de saúde, resultando em óbitos por negligência e ausência de qualificação técnica.

Por Redação Lawletter 25/09/2026 14:11
Fachada genérica de hospital em ambiente urbano.
Investigação do MPSP revela atuação criminosa de falsos médicos em hospital de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra dois falsos médicos responsáveis pelo falecimento de dois pacientes em um hospital da zona leste da capital paulista. A decisão, tornada pública nesta sexta-feira, 25/09/2026, aponta que a dupla assumiu o risco de causar mortes ao exercer atividades sem habilitação técnica e negligenciar protocolos básicos de atendimento.

De acordo com o MPSP, os denunciados utilizaram identidades de profissionais devidamente registrados para se passarem por médicos, com o objetivo de obter ganhos financeiros ilícitos através de consultas, diagnósticos e prescrições. Essa conduta expôs pacientes a riscos graves em um ambiente onde a precisão técnica e o cuidado humano são essenciais para a preservação da vida.

No primeiro caso, registrado em abril de 2024, um paciente idoso deu entrada na unidade com sintomas severos de confusão mental e fraqueza. Conforme a investigação, a atuação da dupla impediu a realização de um tratamento adequado, levando o paciente à morte na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), fato corroborado pelo laudo do Instituto Médico-Legal (IML).

Em outubro de 2024, uma segunda vítima buscou atendimento hospitalar apresentando insuficiência respiratória grave. Já sob os cuidados de um dos denunciados, a paciente não recebeu o suporte básico necessário, sofrendo uma parada cardiorrespiratória seguida de óbito. O Ministério Público sustenta que a omissão e a falta de capacidade técnica da dupla elevaram deliberadamente o risco de desfechos trágicos.

Os acusados respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, sob a modalidade de dolo eventual, caracterizado por terem assumido o risco consciente do resultado. O processo segue em curso, com a possibilidade de recursos, enquanto outras esferas de crimes, incluindo estelionato e associação criminosa, são apuradas em procedimentos distintos.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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