MPMG deflagra operação Déjà Vú contra tráfico e lavagem de dinheiro
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COMBATE AO CRIME

MPMG deflagra operação Déjà Vú contra esquema de tráfico e lavagem de dinheiro

Esquema movimentou mais de R$ 70 milhões; ordens judiciais miram lideranças e bloqueio de bens em quatro municípios mineiros.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 11:54
Viaturas policiais participando da operação Déjà Vú em Juiz de Fora.
Equipes do MPMG e forças policiais durante o cumprimento de mandados da operação Déjà Vú.

Uma organização criminosa que utilizava a Zona da Mata mineira como entreposto logístico para o tráfico interestadual de drogas foi alvo de uma ofensiva coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na quarta-feira, 23 de setembro de 2026. A operação Déjà Vú mobilizou forças de segurança para desarticular uma estrutura que, segundo apurações iniciadas há 18 meses, movimentou mais de R$ 70 milhões.

A Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e 26 ordens de sequestro e bloqueio de ativos. As medidas atingem endereços e patrimônios em Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte, visando não apenas a detenção dos membros do núcleo de comando, mas a descapitalização total do grupo criminoso.

O impacto dessas atividades criminosas vai além das cifras milionárias. Ao utilizar granjas e condomínios de alto padrão para armazenamento de entorpecentes e laboratórios de refino, a quadrilha impunha insegurança em áreas residenciais e fomentava o tráfico em comunidades no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Durante a execução dos mandados, foram apreendidos veículos, armas de fogo, drogas e descoberto um bunker utilizado como depósito, além de três prisões em flagrante efetuadas pelos agentes no local.

A investigação, fruto de uma parceria entre o MPMG e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), revelou uma engrenagem logística complexa. A organização utilizava caminhonetes adaptadas com fundos falsos e até serviços de guincho para garantir o transporte dos entorpecentes vindos de São Paulo e do Paraná. Para ocultar os lucros, os criminosos recorriam ao uso de laranjas e à compra de ativos em nome de terceiros, uma tentativa de conferir aparência lícita aos ganhos do tráfico.

A operação contou com a participação integrada do 2º e 27 Batalhão da Polícia Militar, do Grupo Especializado em Recobrimento (GER) da 4ª Cia Independente de Policiamento Especializado, da 4ª Base Regional de Aviação do Estado, Delegacia Regional de Juiz de Fora, inteligência do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) e o Gaeco. As decisões são medidas cautelares sujeitas aos trâmites legais da instrução processual.

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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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