MP-SP apreende helicóptero de R$ 10 milhões em pirâmide financeira
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FRAUDE FINANCEIRA REVELADA

MP-SP apreende helicóptero de R$ 10 milhões em golpe de pirâmide

Operação de Recuperação Patrimonial Sanakay mira suspeitos que movimentaram R$ 500 milhões prometendo lucros falsos com ouro.

Por Redação Lawletter 29/09/2026 10:47
Helicóptero Robinson R66 apreendido pelo Ministério Público de São Paulo em operação contra esquema de pirâmide financeira.
Helicóptero Robinson R66 apreendido durante a Operação de Recuperação Patrimonial Sanakay. Foto: Larissa Calderari/TV Globo

A Operação de Recuperação Patrimonial Sanakay foi deflagrada para desarticular um esquema de pirâmide financeira que vitimou milhares de pessoas, resultando na apreensão de um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, nesta terça-feira, 29/09/2026. A ação, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), busca reaver valores desviados de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, afetando diretamente a dignidade de famílias que perderam economias de uma vida.

O Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), com o suporte das Polícias Civil, via Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), e Militar, pelo 1º Batalhão de Choque, lidera o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo, na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro. O esquema utilizava a confiança interna de uma comunidade étnica específica para atrair investidores, prometendo rendimentos irreais por meio de operações inexistentes com ouro.

Segundo o MPSP, a fraude movimentou aproximadamente R$ 500 milhões e deixou um rastro de prejuízo para cerca de duas mil vítimas, que chegaram a vender patrimônios pessoais para aportar recursos no negócio. Enquanto os criminosos ostentavam bens de luxo, como a aeronave apreendida, os investidores enfrentavam a recusa de ressarcimento após o colapso da promessa financeira.

A Justiça mantém o rigor na investigação. Em 14 de agosto de 2026, o Juízo de Direito da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Capital ordenou o sequestro de mais R$ 162 milhões em bens. Esta medida, ainda passível de recursos por parte dos investigados, soma-se às restrições impostas em abril de 2026 contra 137 pessoas físicas e 32 pessoas jurídicas, incluindo dezenas de imóveis e contas bancárias bloqueadas.

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