SIGILO E PRIVACIDADE
Ministro Cristiano Zanin pede responsabilização após exposição de dados por Deltan Dallagnol
O ministro Cristiano Zanin solicitou ao TRE que apure o vazamento de seus dados fiscais e bancários em processo de Deltan Dallagnol no domingo, 06/09/2026.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou formalmente a responsabilização dos envolvidos na exposição de suas informações fiscais e bancárias, ocorrida em processo judicial relacionado ao ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo). O pedido, apresentado neste domingo, 06/09/2026, busca uma investigação rigorosa sobre o tratamento dado a documentos sensíveis que foram anexados ao registro de candidatura ao Senado do ex-procurador.
Em ofício encaminhado ao desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PE), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) requereu que o caso seja apurado, inclusive na esfera criminal. O magistrado também notificou as presidências do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que tenham ciência do incidente, que envolve a divulgação indevida de dados que tramitavam sob sigilo judicial.
A controvérsia teve início após reportagem apontar que a defesa de Deltan Dallagnol anexou tais documentos para contestar a impugnação de sua candidatura. O material tem origem em uma decisão de 2019, proferida pelo então juiz Marcelo Bretas no Rio de Janeiro, que determinou a quebra de sigilo de Cristiano Zanin e de sua esposa, Valeska Teixeira Zanin Martins, na época em que ele atuava como advogado do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as investigações da Lava Jato.
A defesa de Deltan Dallagnol argumentou, em nota, que a exposição dos dados não teve o intuito de ferir a privacidade, mas de garantir o exercício do direito político à candidatura. Segundo os advogados, os documentos faziam parte de procedimentos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e teriam sido utilizados para demonstrar a elegibilidade do ex-procurador. Vale ressaltar que as quebras de sigilo em questão foram posteriormente anuladas pela Justiça Federal por falta de fundamentação e provas.
Em resposta à gravidade da exposição, a relatora do registro de candidatura de Deltan Dallagnol, a desembargadora Vanessa Jamus Marchi, determinou, ainda neste domingo, 06/09/2026, que os documentos recebam novo sigilo, restringindo o acesso público a tais informações confidenciais.
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