ALERTA DE ESPIONAGEM
MI5 alerta que pesquisas acadêmicas no Reino Unido são usadas pela China para espionagem
Serviço de inteligência britânico adverte que acadêmicos têm auxiliado inadvertidamente o Ministério da Segurança do Estado da China em projetos de IA e cibersegurança.
O serviço de inteligência britânico MI5 determinou nesta quarta-feira, (30), que a colaboração de pesquisadores locais com o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Geral da China (CGTRI) representa um risco direto à soberania do Reino Unido. A decisão foi tomada após a agência identificar que a instituição chinesa atua como um braço de suporte técnico para o Ministério da Segurança do Estado da China (MSS), visando o aprimoramento de capacidades para espionagem estatal.
A medida, oficializada em 30/09/2026, importa pois sinaliza uma mudança de postura na proteção de dados sensíveis em universidades. O alerta destaca que mais de 100 acadêmicos foram envolvidos em projetos voltados a áreas estratégicas, como inteligência artificial (IA), cibersegurança, sistemas de comunicação clandestina e esteganografia, frequentemente sob a falsa premissa de parcerias científicas legítimas.
De acordo com o MI5, muitos estudiosos contribuíram com a organização — também identificada como Academia Chinesa de Tecnologia Geral (CAGT) — de boa-fé, desconhecendo a natureza dos vínculos com o MSS. Contudo, a diretriz agora é definitiva: qualquer interação contínua com o instituto chinês poderá resultar em processos judiciais fundamentados na Lei de Segurança Nacional britânica, sancionada em 2023.
O ministro da Segurança, Dan Jarvis, enviou orientações formais aos dirigentes universitários exigindo o encerramento imediato de quaisquer relações com a entidade mencionada. O governo busca, assim, salvaguardar a integridade de pesquisas que, embora acadêmicas, possuem potencial de uso militar ou de monitoramento hostil, reforçando a vigilância contra o que o MI5 classifica como uma ameaça diária.
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