Francisco Braga orienta revisão dos erros em concursos
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ESTRATÉGIA DE ESTUDOS

Ficou por um ponto? Francisco Braga explica como revisar os erros em concursos

Professor recomenda identificar a disciplina, o tema e o tipo de cobrança de cada questão; resultado próximo do corte pode esconder dificuldades em uma matéria inteira.

Por Redação Lawletter 23/09/2026 22:40
Ficou por um ponto? Francisco Braga explica como revisar os erros em concursos

O candidato que fica perto da nota de corte deve analisar como os erros se distribuem entre as disciplinas antes de reorganizar a preparação. A orientação é do procurador do Estado de São Paulo e professor Francisco Braga, que respondeu a dúvidas de concurseiros durante o evento “O Futuro da AGU”, em 23 de setembro.

A transmissão integrou a programação promovida pela Lawletter, pela Associação Nacional dos Advogados da União (ANAUNI) e pelo Revisão Ensino Jurídico. A recomendação surgiu após um participante relatar que havia ficado a um ponto do corte em duas provas de procuradorias municipais. “Faz um pente fino do que você errou nessas provas”, orientou Francisco.

O primeiro passo sugerido pelo professor é conferir o gabarito e identificar a disciplina e o tema de cada erro. Depois, o candidato deve observar o tipo de conhecimento exigido: texto da legislação, jurisprudência ou doutrina.

Essa classificação permite localizar o conteúdo que precisa de reforço. Pela orientação apresentada, o diagnóstico também deve considerar se as falhas estão concentradas em assuntos específicos ou se aparecem em diferentes pontos de uma mesma matéria.

“Fazendo essa varredura, você vai identificar pontualmente tudo que você precisa reforçar”.

Francisco Braga

Francisco fez uma ressalva para quem interpreta a pequena distância até o corte como sinal de que faltam apenas ajustes pontuais. Como exemplo hipotético, citou um candidato que ficou a um ponto da classificação, mas errou metade das questões de Direito Tributário.

Na avaliação do professor, esse resultado pode indicar uma deficiência mais ampla na disciplina. Nesse cenário, a preparação exigiria retomar a matéria de forma abrangente.

“Então, faça esse pente fino, mas com esse senso crítico. Eventualmente, você vai pegar uma disciplina em que você está simplesmente ruim e tem que fazer ela inteira”, disse.

A orientação combina, assim, a análise de cada questão com a avaliação do desempenho por matéria. É esse diagnóstico que deve guiar a decisão entre reforçar um assunto e reconstruir a base em uma disciplina.

Redação Lawletter
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