PF ouve Daniel Vorcaro e Henrique sobre investigação de grupos crimino
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INVESTIGAÇÃO SOBRE INTEMIDÃO

Daniel Vorcaro e Henrique prestam depoimento à PF sobre grupos criminosos

Pai e filho são ouvidos pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 30/09/2026, em apuração sobre supostos ataques contra adversários e profissionais da imprensa.

Por Redação Lawletter 30/09/2026 08:03
Fachada da sede da PF, responsável pelo inquérito contra Daniel Vorcaro e Henrique.
Sede da Polícia Federal onde ocorrem os depoimentos de Daniel Vorcaro e Henrique Vorcaro.

A Polícia Federal colhe nesta quarta-feira, 30/09/2026, os depoimentos de Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique, em uma etapa decisiva das investigações sobre os grupos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos". A oitiva, realizada enquanto ambos permanecem sob custódia, busca esclarecer o nível de envolvimento de ambos em um esquema de intimidação armada e ataques digitais coordenados contra jornalistas e opositores.

Conforme apurado pela CNN, os investigados prestarão esclarecimentos em horários distintos. Daniel Vorcaro será ouvido às 14h, por meio de videoconferência, enquanto Henrique Vorcaro terá seu depoimento registrado às 16h. O procedimento, que chegou a ser postergado após as defesas solicitarem acesso aos autos, torna-se essencial para que a PF conclua os inquéritos em curso.

Segundo as autoridades, "A Turma" atuaria como braço armado de Daniel Vorcaro, executando ameaças diretas. Paralelamente, o grupo denominado "Os Meninos" focaria em crimes cibernéticos, incluindo invasões telemáticas e o monitoramento ilegal de comunicações. A PF suspeita que os integrantes desses grupos tenham acessado sistemas sensíveis da própria PF, do Ministério Público Federal e até da Interpol para obter dados sigilosos e antecipar movimentos das autoridades contra o ex-banqueiro.

Em petição enviada ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), Henrique Vorcaro negou qualquer participação nas atividades ilícitas mencionadas. O investigado alega que os valores financeiros citados pela PF referem-se estritamente a negociações comerciais legítimas e refuta conhecimento sobre os grupos sob investigação.

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