FRAUDE EM LICITAÇÕES
Consultor de projeto de R$ 2 bi em São José do Rio Preto é procurado pela Justiça
Mário Luiz Silvério, responsável por estudos técnicos da parceria público-privada, está foragido após mandado de prisão preventiva expedido na Operação Cavalo de Troia.
Um consultor que atuou diretamente na estruturação de parcerias público-privadas em São José do Rio Preto, sob a gestão do prefeito Fábio Cândido (PL), é considerado foragido pela Justiça. A decisão de prisão preventiva, expedida no âmbito da Operação Cavalo de Troia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), visa apurar um suposto esquema de fraudes em contratos públicos, atingindo um profissional que se tornou peça-chave na modelagem de projetos de grande vulto no interior paulista.
Mário Luiz Silvério, especialista vinculado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), foi um dos responsáveis por apresentar o modelo de PPPs à Prefeitura e à Câmara de São José do Rio Preto. O projeto, batizado de Smart Rio Preto, prevê investimentos robustos em videomonitoramento com inteligência artificial, modernização da iluminação pública e otimização da mobilidade urbana.
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada em 9 de setembro pelo Ministério Público para investigar irregularidades na licitação de resíduos sólidos em Bauru (SP). Com o decreto de prisão, a Fipe informou à TV TEM nesta sexta-feira, 25/09/2026, que afastou o pesquisador de suas atividades e rescindiu o contrato com ele, reiterando que colabora com as autoridades e mantém seu compromisso com a integridade.
Em julho de 2025, Mário Luiz Silvério esteve na Câmara Municipal de Rio Preto para defender o modelo técnico das parcerias. O contrato do Smart Rio Preto, assinado em 31 de março de 2026, abrange investimentos de R$ 1,7 bilhão em uma concessão de 30 anos. A Prefeitura de São José do Rio Preto afirmou que não possui contrato direto com o consultor, ressaltando que a relação institucional ocorre apenas com a empresa vencedora da licitação.
A gestão do projeto Smart Rio Preto declarou que as investigações em Bauru não possuem conexão com o contrato vigente no município, assegurando que o cronograma de implantação permanece inalterado. Enquanto isso, o processo judicial segue sob a jurisdição de Bauru, após decisão recente que manteve a competência da Justiça local sobre o caso.
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