CONTAS VAZIAS
BRB tenta reaver R$ 1,2 milhão de Paulo Henrique Costa sem sucesso
Justiça bloqueou bens do ex-presidente do BRB por dívidas em empréstimos, mas não localizou saldo bancário. TCDF também apura rombo bilionário na instituição.
O Banco de Brasília (BRB) obteve na Justiça do Distrito Federal o bloqueio de bens de seu ex-presidente, Paulo Henrique Costa, em razão do inadimplemento de dez empréstimos tomados pelo executivo, medida concretizada nesta quinta-feira, (24). A ação busca o ressarcimento de mais de R$ 1 milhão em crédito, mas as tentativas de penhora revelaram contas zeradas, frustrando a expectativa de recuperação imediata dos valores pelo banco.
A decisão judicial de 9 de setembro de 2026, proferida pelo juiz Cleber de Andrade Pinto, autorizou o bloqueio até o limite de R$ 1,220 milhão. Contudo, o despacho do dia 16 de setembro de 2026 confirmou que a consulta ao Sisbajud, o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário, foi infrutífera. O cenário de insolvência aparente se repete em outras instâncias: documentos do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que, em outra frente de apuração, foram localizados apenas cerca de R$ 1 mil em nome do ex-dirigente.
Diante da ausência de ativos financeiros líquidos, a Justiça autorizou, na semana anterior a 24 de setembro de 2026, o uso do sistema Infojud para acessar as três últimas declarações de Imposto de Renda de Paulo Henrique Costa junto à Receita Federal. O magistrado impôs sigilo rigoroso sobre os dados obtidos, sob pena de responsabilização civil e penal para as partes envolvidas.
O ex-presidente, que está afastado de suas funções desde novembro de 2025 e cumpre detenção na Papuda, foi citado judicialmente em junho de 2026 após dificuldades iniciais de localização. O passivo com o BRB envolve operações de consignado e crédito pessoal iniciadas antes de sua prisão.
Paralelamente, em decisão datada de 23 de setembro de 2026, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio de R$ 2,7 bilhões de Paulo Henrique Costa e de outros quatro ex-gestores, incluindo Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico. O tribunal investiga um suposto núcleo decisório responsável por operações lesivas ao BRB envolvendo o Banco Master entre 2024 e 2025.
Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.
Comentários (0)
Deixe seu comentário