FENALAW 2026
Autonomia de agentes de IA deve acompanhar o risco do negócio, afirma diretor jurídico da IBM
Dante Perin J. de Araujo diferencia aplicações internas de interações externas e defende que o jurídico avalie o problema antes de definir o espaço de atuação da tecnologia.
O preparo de um departamento jurídico para lidar com agentes de inteligência artificial depende do problema que a empresa pretende resolver e do risco que está disposta a assumir, na avaliação de Dante Perin J. de Araujo, diretor jurídico da IBM para a América Latina.
Em entrevista à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo, ele afirmou que a capacidade desses agentes de agir autonomamente exige uma avaliação ligada ao negócio e às consequências de cada aplicação.
“Nenhum jurídico está totalmente pronto”, disse, ao descrever um cenário em que empresas e departamentos jurídicos ainda estão evoluindo.
O risco depende da aplicação
Para Dante, a autonomia não deve ser analisada de maneira isolada. O ponto de partida é entender a ação que o agente poderá executar e o tipo de exposição que ela representa para a organização.
Ele cita interações com clientes externos entre as situações que considera de maior risco. Já a resolução de problemas internos ou a atuação relacionada a políticas internas pode, em sua avaliação, admitir mais flexibilidade.
Essa distinção orienta sua defesa de uma análise conforme o uso pretendido, em vez de uma resposta única para todas as aplicações.
Jurídico integrado à evolução da empresa
O diretor considera que o departamento jurídico participa do próprio processo de desenvolvimento e adoção da tecnologia.
Para ele, acompanhar essa evolução exige alinhamento com o perfil de risco da companhia e com o problema concreto que se pretende enfrentar. O grau de autonomia admitido para um agente deve ser discutido dentro desse contexto.
Assista à entrevista com Dante Perin J. de Araujo na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.
Assista à entrevista com Dante Perin J. de Araujo no Instagram.
Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.
Comentários (0)
Deixe seu comentário