Plataformas de apostas usam domínios estrangeiros no Brasil
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DIREITO ADMINISTRATIVO

Plataformas de apostas operam com domínios internacionais após prazo de proibição

Mesmo após o fim do prazo para a saída do mercado, sites utilizam extensões estrangeiras para contornar a fiscalização e manter operações acessíveis ao público brasileiro

Por Redação Lawletter 16/10/2026 11:25
Imagem ilustrativa de interface de apostas online
Créditos da foto: admin.cnnbrasil.com.br

Plataformas de apostas online continuam acessíveis no Brasil dez dias após o prazo final estipulado pelo governo federal para a interrupção de suas atividades. O fenômeno ocorre devido ao uso de domínios internacionais, que permitem às empresas contornar as regras de regulamentação aplicadas aos sites com extensão ponto br.

A proibição foi estabelecida por medida provisória assinada em 25 de setembro. O prazo limite para que as plataformas encerrassem as operações no país expirou em 6 de outubro, data a partir da qual o acesso via navegadores ou aplicativos deveria ter sido cessado. Segundo análise do especialista em Segurança Pública, Elijonas Maia, enquanto as empresas regulamentadas pelo Ministério da Fazenda e sediadas sob o domínio nacional cumpriram a determinação, plataformas estrangeiras permanecem operacionais.

O cenário é monitorado por uma força-tarefa composta pelo Ministério da Justiça, por meio do CyberLab, e pela Secretaria de Apostas do Ministério da Fazenda. O grupo atua no mapeamento e na solicitação de bloqueio internacional desses endereços. Desde 6 de outubro até esta sexta-feira (16), foram registrados 10 mil bloqueios de sites. O órgão esclarece que o número não corresponde a 10 mil plataformas distintas, uma vez que uma única empresa pode utilizar múltiplos domínios simultaneamente para evitar a interrupção do serviço.

Além dos sítios eletrônicos, a atuação das autoridades alcançou canais no Telegram que divulgavam os serviços. Até o momento, 110 canais foram retirados do ar, os quais, segundo o levantamento, congregavam cerca de 1 milhão e 300 mil usuários que realizavam depósitos e consumiam anúncios das plataformas. Por se tratar de uma atividade considerada ilegal no país, o Ministério da Justiça não divulgou publicamente os nomes das empresas identificadas durante o monitoramento.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: CNN Brasil, "Bets driblam proibição e ainda atuam no Brasil; entenda", publicada em 16/10/2026.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/bets-driblam-proibicao-e-ainda-atuam-no-brasil-entenda/

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