André Mendonça vota por desmembramento de julgamento contra Alexandre
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DECISÃO NO SUPREMO

André Mendonça vota por desmembramento de investigação contra Alexandre de Moraes

Ministro divergiu de Fachin sobre análise conjunta de casos; placar atual aponta 3 a 2 pela manutenção da tramitação unificada

Por Redação Lawletter 15/09/2026 18:17
Ministro Gilmar Mendes participa de sessão do STF em Brasília (DF).
Ministro Gilmar Mendes durante sessão no plenário do STF, em Brasília (DF). Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro André Mendonça, do STF, manifestou-se em 15 de setembro de 2026 pela separação dos processos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e a apuração de condutas na relatoria das investigações sobre o Banco Master. A decisão sobre a unidade do julgamento é fundamental para garantir a transparência da Corte e assegurar que as questões processuais não se sobreponham à análise do mérito, impactando diretamente o rito jurídico que envolve membros da Suprema Corte.

O voto de André Mendonça foi proferido em 15 de setembro de 2026, durante sessão em que o plenário avalia se Alexandre de Moraes pode ser investigado devido a suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O impasse central reside em saber se esse processo deve tramitar em conjunto com a apuração sobre eventuais irregularidades atribuídas ao próprio André Mendonça, que, como antigo relator do caso do Banco Master, solicitou ao plenário a investigação contra Alexandre de Moraes.

Até o momento, o placar da votação está 3 votos a 2 para que ambos os casos sejam julgados simultaneamente na sessão agendada para 23 de setembro de 2026. A continuidade do julgamento aguarda a manifestação dos demais ministros, ressaltando que Kássio Nunes Marques declarou-se impedido e Dias Toffoli suspeito, ficando ambos fora da votação. Cabe recurso sobre a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, que busca a inclusão das supostas irregularidades de André Mendonça no escopo da análise e a redistribuição da relatoria, hoje exercida por Fachin.

O caso ganhou notoriedade em 1º de setembro de 2026, após a Polícia Federal (PF) identificar contatos entre Daniel Vorcaro e um número de celular vinculado a Alexandre de Moraes. A investigação aponta a troca de aproximadamente 50 mensagens antes da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, posicionou-se pela anulação do relatório da PF, argumentando que André Mendonça teria excedido suas competências ao aprofundar a investigação sobre as mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

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