BPC: por que a Justiça concede o que o INSS nega
Lawletter

IEPREV 2026

BPC negado pelo INSS: por que a Justiça tem enxergado a renda que a análise administrativa não vê

Em entrevista à Lawletter no Congresso do IEPREV 2026, a advogada afirmou que os critérios mais rígidos do INSS têm levado famílias a buscar na Justiça o reconhecimento do direito ao benefício assistencial.

A advogada Júlia Rezende Campos em entrevista à Lawletter no Congresso do IEPREV 2026, em Belo Horizonte.
Créditos da imagem: Reprodução

A advogada Júlia Rezende Campos falou sobre um caminho cada vez mais comum para quem busca o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS): a via judicial. Em entrevista à Lawletter durante o 12º Congresso Brasileiro de Direito Previdenciário do IEPREV 2026, em Belo Horizonte, ela explicou por que, no cenário atual, o Judiciário tem se mostrado uma opção mais viável do que a análise administrativa do INSS.

Critério objetivo no INSS, análise da realidade na Justiça

Para Júlia, a diferença está na forma de analisar. O INSS trabalha com critérios mais objetivos, o que deixa pouco espaço para o exame da situação concreta de cada família. No Judiciário, segundo ela, é possível demonstrar a realidade e a renda daquela família de forma mais ampla. A advogada citou uma dúvida frequente: a de que a presença de um aposentado em casa impediria o acesso ao benefício. Na avaliação dela, uma análise minuciosa dos gastos familiares muitas vezes permite enquadrar a família no benefício, mesmo nesses casos.

Por isso, ela defende que o pedido comece por uma avaliação de todos os familiares, da renda e das despesas, para entender a real situação de vulnerabilidade antes de decidir o caminho.

"No Judiciário, a gente consegue demonstrar a realidade daquela família, a renda daquela família. Quando você faz uma análise minuciosa, vê os gastos familiares, a gente consegue enquadrar essa família no benefício."

Júlia Rezende Campos, advogada previdenciarista

O pano de fundo: negativas em massa

A avaliação da advogada se apoia no momento vivido pelos segurados. Segundo ela, o INSS está negando benefícios em grande volume, o que empurra as famílias para a Justiça em busca de uma análise mais detida da sua condição socioeconômica. A comprovação da vulnerabilidade social, reforça, segue sendo o ponto central para a concessão do BPC/LOAS, e é justamente onde a instrução detalhada do caso faz diferença.

Para acompanhar os bastidores e as próximas coberturas, siga @lawlettereventos e @law.letter.

Fonte / Créditos

Cobertura a partir de entrevista concedida à Lawletter por Júlia Rezende Campos, durante o 12º Congresso Brasileiro de Direito Previdenciário do IEPREV 2026, em Belo Horizonte.

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000