William Marcel Murad assume PF após afastamento de Andrei Rodrigues
Lawletter

INSTABILIDADE NA SEGURANÇA

William Marcel Murad defende autonomia da PF após afastamento de Andrei Rodrigues

Diretor-executivo assume comando interino da Polícia Federal sob questionamentos de monitoramento ilegal citados pelo ministro André Mendonça do STF.

Por Redação LawLetter 08/09/2026 16:15
Foto de William Marcel Murad, diretor-executivo da Polícia Federal.
William Marcel Murad, diretor-executivo da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) reafirmou sua postura de autonomia e imparcialidade, reforçando a defesa de sua atuação institucional diante de pressões externas e mudanças em sua cúpula. O posicionamento foi manifestado nesta terça-feira, 08/09/2026, pelo diretor-executivo da corporação, William Marcel Murad, em meio ao afastamento do diretor-geral, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.

A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo dos gestores sob alegação de monitoramento ilegal de suas atividades no último mês. Em despacho, Mendonça citou a produção de relatórios de inteligência que teriam sido utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar a condução de investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, envolvendo o Banco Maste e Daniel Vorcaro.

Murad, ao assumir interinamente a condução da corporação, declarou que a corporação se mantém resiliente a tentativas de usurpação de funções e ataques à sua credibilidade. “Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei, comprometidos exclusivamente com o interesse público, nos mantém confiantes em que a verdade dos fatos prevalecerá”, afirmou durante a abertura do 63º Curso de Formação Profissional em Brasília.

O impacto da medida atinge diretamente a governança da instituição, que é hoje uma das mais avaliadas positivamente pela sociedade brasileira. O afastamento visa, segundo o magistrado, interromper coletas de informações dirigidas que estariam sendo realizadas pelo órgão de inteligência da PF.

A situação jurídica dos dirigentes permanece em aberto. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto não houver nova deliberação, a decisão liminar de André Mendonça segue em pleno vigor. Até o momento, o Ministério da Justiça e Segurança Pública não se manifestou sobre os desdobramentos do caso.

Fonte: Agência Brasil

Redação LawLetter
Redação LawLetter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000