FENALAW 2026
Renato Opice Blum defende revisão humana e atenção à cadeia de uso da IA no jurídico
Para o advogado, a discussão sobre responsabilidade deve considerar quem autoriza, configura, audita e governa a tecnologia utilizada no trabalho.
A análise da responsabilidade por erros no uso de inteligência artificial deve considerar a participação de quem autoriza, configura, avaliza, audita e governa a ferramenta, na avaliação de Renato Opice Blum, sócio do Cescon Barrieu.
Em entrevista à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo, o advogado defendeu a revisão técnica humana como etapa essencial para identificar possíveis erros antes que o resultado produzido pela tecnologia seja utilizado na atividade jurídica.
Responsabilidade na cadeia de uso
Opice Blum afirma que os diferentes participantes da adoção e da operação da IA estão, em tese, envolvidos na discussão sobre responsabilidade.
Sua avaliação abrange o caminho percorrido pela ferramenta dentro da organização, desde a autorização de uso até os mecanismos de acompanhamento e controle.
Ao tratar da atuação jurídica, ele também destaca a posição do advogado, por ser o profissional que detém a prerrogativa e a legitimidade para exercer essa atividade.
Revisão para identificar erros
O entrevistado relaciona essa preocupação à necessidade de examinar tecnicamente o conteúdo produzido pela IA.
“Por isso que é importante fazer a revisão, nesse caso técnica humana”, afirmou. Segundo ele, essa revisão permite identificar se a ferramenta errou.
Na avaliação de Opice Blum, deixar um erro passar sem essa conferência expõe o profissional a consequências. A responsabilidade aparece, em sua fala, como uma razão para manter o advogado ativamente envolvido na avaliação do trabalho produzido com auxílio da tecnologia.
Assista à entrevista com Renato Opice Blum na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.
Assista à entrevista com Renato Opice Blum no Instagram.
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