Para ministra do TST, regular as novas relações de trabalho cabe ao Congresso, não ao Judiciário
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Para ministra do TST, regular as novas relações de trabalho cabe ao Congresso, não ao Judiciário

Para ministra do TST, regular as novas relações de trabalho cabe ao Congresso, não ao Judiciário

Créditos da imagem: Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Morgana de Almeida Richa afirmou, em entrevista exclusiva à Lawletter durante o Diálogos sobre Inovação & Direito, em Oeiras (Portugal), que o protagonismo na regulação das novas relações de trabalho é do Congresso Nacional, não dos tribunais. Para ela, é a legislação que pode dar segurança jurídica a temas como as novas formas contratuais, a automação e a inteligência artificial, enquanto ao Judiciário cabe responder ao que está posto nos processos.

A ministra descreveu o Direito do Trabalho como um campo reflexivo, que olha para trás e precisa de tempo para enquadrar juridicamente fatos sociais novos. Diante dessa defasagem, observou, o intérprete recorre a balizas técnicas, mecanismos internacionais e modelos comparados, mas a resposta estrutural depende de quem legisla.

Cabe ao Congresso legislar sobre isso para que possamos ter, até mesmo, mais segurança jurídica. Enquanto isso não acontece, o judiciário tem que dar as respostas que são objeto dos processos.


Morgana de Almeida Richa

Ministra do Tribunal Superior do Trabalho · 31.05.2026

Nesse desenho, a ministra atribuiu aos tribunais superiores o papel de fixar balizas parametrizadas para toda a magistratura trabalhista, com o Supremo Tribunal Federal (STF) no topo, encarregado das grandes questões. Ela citou o debate da pejotização, hoje no STF, como exemplo de evolução do tema da terceirização que ainda aguarda definição, situação em que o Judiciário responde caso a caso enquanto a moldura legislativa não vem.


Redação Lawletter | cobertura in loco, Oeiras (Portugal)

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