ESPECIAL AGU
Natália Barbosa detalha a procuradoria do Banco Central, a menor da AGU e a que defende o PIX
A procuradora do Banco Central contou que a carreira, a menor da AGU, deu a estrutura jurídica do PIX e faz a defesa do sistema na Justiça; o último concurso foi em 2013
A menor das quatro carreiras da Advocacia-Geral da União ganhou destaque na terceira noite do evento "O Futuro da AGU", realizada em 24 de setembro. Procuradora do Banco Central, Natália Barbosa apresentou uma função pouco conhecida do público e ligada diretamente a um dos serviços mais usados pelos brasileiros: o PIX. O encontro é promovido pela Lawletter, pela Associação Nacional dos Advogados da União (ANAUNI) e pelo Revisão Ensino Jurídico.
Uma carreira pequena e específica
Barbosa explicou que a procuradoria do Banco Central tem cerca de 150 integrantes, atua em nove capitais e defende, com exclusividade, a autarquia, tanto na esfera judicial quanto na extrajudicial. É uma carreira em que a matéria econômica pesa bastante, o que a diferencia das demais. Ela destacou ainda a expectativa gerada pela retomada dos concursos: o último certame da carreira foi em 2013, e o novo modelo unificado deve reabrir as portas da função.
A procuradoria por trás do PIX
O ponto que mais aproximou a carreira do dia a dia do público foi o papel da procuradoria na construção e na defesa do PIX. Segundo Barbosa, foi a atuação jurídica da instituição que viabilizou o sistema de pagamentos, e é a mesma equipe que o defende quando ele é questionado na Justiça.
"A procuradoria foi quem deu toda a estrutura jurídica para que a gente tivesse o PIX e faz a defesa judicial do PIX."
Natália Barbosa
A procuradora, que fez mestrado em Economia depois de ingressar na carreira, não escondeu o entusiasmo com a área e resumiu, em tom leve, a relação com o serviço que ajuda a defender.
"Quem me vê brava é falar mal do PIX, que aí eu não aceito mesmo."
Natália Barbosa
Entre os temas que considera centrais para quem pretende disputar a carreira, ela citou os regimes especiais de instituições financeiras, o Fundo Garantidor de Créditos, os meios de pagamento e as questões de sigilo bancário e cibersegurança. As três lives do evento seguem disponíveis para quem quiser assistir na íntegra no canal da Lawletter no YouTube.
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