Justiça afasta policial penal acusado de corrupção em Ipaba - MPMG
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PROBIDADE E ÉTICA

Justiça afasta policial penal por cobrança de vantagem indevida em Ipaba

Servidor teria exigido R$ 20 mil de detento em troca de vaga de trabalho na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho.

Por Redação Lawletter 09/09/2026 13:36
Fachada simbólica da unidade prisional no Vale do Aço onde ocorreu a denúncia de irregularidades.
Ação de Improbidade Administrativa tramita na Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga.

A Justiça determinou o afastamento preventivo de um policial penal suspeito de exigir vantagem indevida de um detento em troca da concessão e manutenção de uma vaga de trabalho na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Vale do Aço. A decisão foi proferida na quarta-feira, 09/09/2026, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Ação de Improbidade Administrativa.

O afastamento do servidor, que exercia a função de diretor de Segurança da unidade prisional à época dos fatos, foi deferido pela Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga. O réu está proibido de exercer qualquer cargo de chefia, direção ou assessoramento na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp/MG). A medida visa preservar a integridade da instrução processual e proteger a coletividade diante da gravidade das denúncias.

Segundo as investigações do MPMG, o servidor teria condicionado a permanência do preso em uma vaga na marcenaria da unidade ao pagamento de R$ 20 mil. O trabalho prisional é um direito que permite a remição da pena e a progressão de regime, sendo fundamental para a reintegração social. A cobrança de valores por esse benefício fere frontalmente os princípios da administração pública.

Os elementos colhidos pelo Ministério Público incluem comprovantes de transferências via Pix realizadas nos dias 8 e 9 de setembro de 2025, além de registros de áudios e mensagens. O valor teria sido transferido para a conta pessoal do policial penal pela família do detento. A Justiça considerou que a permanência do investigado no cargo representaria um risco à coleta de provas e à segurança dos demais envolvidos no caso.

O processo seguirá seu curso na esfera cível para análise definitiva das acusações, garantindo ao servidor o contraditório e a ampla defesa. Paralelamente, os mesmos fatos estão sob investigação na esfera criminal.

Redação Lawletter
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