Operação Carbono Oculto: GAECO investiga lavagem no setor de combustív
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COMBATE AO CRIME

GAECO e Receita Federal deflagram 3ª fase da Operação Carbono Oculto

Ação investiga lavagem de dinheiro e organização criminosa na aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda.

Por Redação Lawletter 24/09/2026 10:38
Agentes da Operação Carbono Oculto em diligência contra esquema de lavagem de dinheiro.
Terceira fase da Operação Carbono Oculto investiga executivos e movimentações financeiras no setor de combustíveis.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação visa desmantelar uma estrutura de lavagem de dinheiro e organização criminosa associada ao setor de combustíveis, focando especificamente na compra da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., também conhecida como Terrana.

Os mandados de busca e apreensão, autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva, estão sendo cumpridos em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. A operação conta com a colaboração da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo para rastrear possíveis desvios e ocultação de patrimônio.

Segundo as investigações do GAECO, a rede utilizava uma complexa malha societária e financeira, incluindo fundos de investimento e empresas de fachada, para mascarar os verdadeiros controladores de ativos. Documentos e relatórios indicam que mais de R$ 120 milhões transitaram por contas de empresas de passagem para viabilizar a aquisição da Terrana. A investigação aponta que Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad teriam liderado a estrutura, enquanto executivos do setor financeiro, como Humberto Arthur Tupinambá Neto, do Banco Genial, figuram entre os alvos de busca.

A investigação permanece em curso, com análise de dados bancários e de comunicações eletrônicas apreendidas. A complexidade do esquema, que envolve também a figura do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, demonstra o nível de sofisticação empregado para ocultar movimentações financeiras de órgãos de controle. Até o momento, as medidas referem-se a diligências investigativas, sendo que a continuidade do processo dependerá da análise do material coletado pelas autoridades.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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