FENALAW 2026
Educação e revisão humana devem acompanhar uso de IA, defendem dirigentes da OAB
Rafael Lara Martins distingue fraude de erros no aprendizado; Erica Neves destaca o papel da Ordem na orientação da advocacia.
A capacitação dos advogados e a revisão humana das respostas de inteligência artificial foram defendidas por Rafael Lara Martins, presidente da OAB Goiás, e Erica Neves, presidente da OAB Espírito Santo, em entrevistas separadas à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo.
Lara Martins diferenciou condutas praticadas de má-fé de erros cometidos durante o aprendizado da tecnologia. Para ele, fraudes precisam ser punidas, enquanto situações sem intenção fraudulenta também exigem uma resposta educativa.
Compromisso de correção e capacitação
O presidente da OAB-GO relatou que a seccional utiliza, em determinadas situações nas quais não identifica má-fé, um procedimento de compromisso de não repetição da conduta e realização de curso na Escola Superior de Advocacia.
Ele citou como exemplo textos com jurisprudência inexistente produzida pela IA e não identificada na revisão. “Então, antes de punir, a gente precisa educar.”
Ao abordar formas de usar a tecnologia com segurança, Lara Martins defendeu plataformas confiáveis e a manutenção da revisão humana.
Orientação profissional
Erica Neves destacou o papel da OAB na avaliação de ferramentas e na disseminação de conhecimento sobre seu uso. Segundo ela, grupos de trabalho da instituição discutem a inteligência artificial e os cuidados necessários à sua adoção.
Na avaliação da dirigente, cabe à Ordem orientar e disciplinar o uso da tecnologia na profissão, buscando conciliar inovação e proteção do exercício da advocacia.
Assista às entrevistas com Rafael Lara Martins e Erica Neves na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.
Assista à entrevista com Rafael Lara Martins no Instagram.
Assista à entrevista com Erica Neves no Instagram.
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